Nesta quinta feira (23/7), o Tesouro Nacional e a B3 surpreenderam o mercado financeiro anunciando a isenção da taxa de custódia para os investimentos no Tesouro Selic, para aplicações no montante de até R$ 10 mil.

Com o objetivo de “amortecer” a taxa de custódia do investimento, atualmente em 0,25% ao ano, a estratégia é a de voltar a atrair mais investidores para o produto, que vem perdendo cada vez mais investidores e popularidade diante da queda sem precedentes da Selic. 

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Quando os estoques superarem esse limite, a taxa de custódia será cobrada apenas de maneira proporcional, isentando os valores do “novo teto”.

Pressão no Tesouro Nacional

Não é de hoje que o Tesouro Nacional vem sendo pressionado a respeito da taxa de custódia dos valores, repassada de maneira integral à B3. 

Isso porque, com a retração dos juros que servem como índice para o investimento, o mercado de renda fixa vem disponibilizando produtos mais interessantes se comparados com o Tesouro Selic, principalmente em função da taxa cobrada atualmente. 

Tesouro Selic representa mais da metade da base

Outro fator importante de ser analisado, é o de que, segundo uma pesquisa divulgada pelo Tesouro Nacional, mais da metade da base atual de investidores possuem aplicações no Tesouro Selic, representando assim, um número de 53%.

Segundo nota oficial divulgada pelo órgão, as taxas estão sendo discutidas internamente. “Atualmente, o Tesouro Direto conta com uma base aproximada de 1,3 milhões de investidores ativos. Com a corretagem zerada através deste montante, pelo menos um terço deles ficariam completamente isentos de tarifas”.

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