Taxa Selic ficará mantida em 2% ao ano, define Copom

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) definiu nessa quarta, 28, que a taxa Selic ficará mantida. Entenda as implicações na economia.

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

A taxa Selic ficará mantida em 2% ao ano pelo menos até dezembro deste ano, decidiu o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) no final da tarde desta quarta-feira, 28. Trata-se do menor percentual da série histórica.

Isso se deu, principalmente, em virtude da alta nos preços dos alimentos. Em setembro, esse aumento pressionou para que a inflação chegasse a 0,64% no mês – a maior do ano e também o maior patamar para o mês desde 2003, segundo medição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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No início de outubro, o percentual chegou a 0,94%, o maior índice do período dos últimos 25 anos. A estimativa dos bancos é que a inflação acumulada do ano chegue a 2,99%, um índice dentro da meta do BC para 2020.

A Selic é fixada tendo como base, justamente, o sistema de metas de inflação, visando alcançá-las. A decisão por manutenção da taxa foi motivada pela alta no IPCA nos últimos meses.

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Como de costume, a reunião durou dois dias. No primeiro, foram feitas as apresentações técnicas sobre a situação e as expectativas da economia – tanto brasileira quanto mundial. No segundo, os membros do comitê analisaram o cenário e definiram a Selic.

Após a definição da taxa, o Banco Central atua diretamente com o mercado, por meio de compra e venda de títulos públicos federais, para manter a Selic próxima ao valor definido na reunião.

Taxa Selic ficará mantida

Essa foi a penúltima reunião deste ano do Copom. A expectativa é de uma nova manutenção na próxima, que ocorrerá nos dias 8 e 9 de dezembro.

O comitê, formado pelo presidente do Banco Central – cadeira atualmente ocupada por Roberto Campos Neto – e pelos diretores da instituição, se reúne a cada 45 dias para definir os rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic.

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A reunião do Copom atrai tantos olhares por ser uma decisão extremamente relevante para os rumos econômicos de todo o país.

A decisão sobre aumentar, diminuir ou manter a taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) interfere diretamente nos juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões. Isso é capaz de estimular ou desestimular o consumo – o que, consequentemente, influencia na inflação.

Ao manter a Selic, o Copom passa o recado de que as oscilações anteriores já conseguiram fazer com que a meta de inflação seja batida. Ao reduzir – o que vinha acontecendo em tendência contínua neste ano -, o comitê considera que está em um patamar seguro de controle da inflação.

A pandemia do novo coronavírus fez com que a economia brasileira ficasse desaquecida, principalmente em virtude da queda no consumo.

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Para entender tudo sobre a taxa Selic, leia o artigo: Taxa Selic: entenda o que é e todos os detalhes sobre como funciona a taxa básica de juros da economia brasileira.

Perspectivas para a taxa Selic em 2021

Segundo o Banco Central, a perspectiva é que a taxa Selic se mantenha na casa dos 2% ao ano até pelo menos setembro do ano que vem. Um aumento gradual deve começar em outubro de 2021, subindo para 2,5% e, depois, chegando em 2,75% em dezembro.

Isso vai depender, entretanto, dos rumos da inflação e dos gastos do governo. A meta estimada para o IPCA de 2021 é de 3,10%.

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