Taxa DI: você precisa dominar esse conceito para investir bem. Entenda!

A taxa DI serve como referência para muitos investimentos e, por isso, dominar esse conceito é fundamental para quem aplica dinheiro!

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Melissa Nunes

Taxa DI: você precisa dominar esse conceito para investir bem. Entenda!

A taxa DI (Depósito Interbancário) é um dos conceitos mais importantes para quem quer começar a investir dinheiro. Isso porque ela guia a rentabilidade de aplicações financeiras e é uma referência na hora de analisar a performance dos rendimentos.

A DI é, em resumo, uma taxa ligada à básica de juros do país, a Selic, e representa a média diária dos juros cobrados em depósitos interfinanceiros – isto é, empréstimos entre bancos. Dessa forma, afeta muitos ativos, principalmente aqueles de renda fixa.

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Neste artigo, você vai entender:

  • o que é a taxa DI;
  • a relação com a taxa Selic;
  • a série histórica;
  • o cálculo;
  • investimentos associados;
  • e muito mais!

Gostou da proposta? Então, continue sua leitura.

Afinal, o que é a taxa DI?

Todos os dias, bancos emprestam dinheiro entre si com o prazo de devolução de 24 horas. Isso acontece em virtude do Acordo de Basiléia, criado como forma de evitar a quebra dos bancos.

Nele está previsto que as instituições não podem fechar as atividades diárias com saldo negativo e, para que esse equilíbrio ocorra, portanto, há um balanceamento entre aqueles que possuem verba excedente e aqueles que estão negativos.

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Esses empréstimos acontecem por meio de Certificados de Depósitos Interbancários, ou apenas CDI. A taxa DI, por conseguinte, é a média diária dos juros cobrados nessas transações.

Isso proporciona a segurança dos correntistas e também protege todo o mercado das consequências da quebra de um banco. Além disso, as operações realizadas entre as instituições são consideradas de baixíssimo risco; nesse sentido, a taxa DI passou a ser base para quase todos os investimentos, principalmente aqueles de renda fixa.

Por isso é tão importante dominar e compreender o que é a taxa DI, já que muitos títulos estão ligados a ela.

É um dos maiores benchmarks de investimentos no Brasil, servindo como uma ferramenta para avaliar e comparar a rentabilidade de aplicações financeiras.

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Qual a relação com a taxa Selic?

Os índices da taxa DI, de maneira geral, seguem próximos aos da taxa Selic. Isso porque, como já destacamos, a taxa DI é a média dos juros cobrados pelos bancos nos depósitos interfinanceiros; essas transações, por sua vez, acompanham a taxa Selic.

Vale ressaltar que isso significa que muitos dos investimentos de renda fixa (em geral ligados à taxa DI) acabam rendendo menos quando a Selic está baixa.

Além disso, se a taxa DI estiver muito abaixo da Selic, o esquema dos depósitos interfinanceiros não funcionam. Os bancos vão acabar preferindo emprestar para o governo, causando um desequilíbrio no sistema financeiro.

Por outro lado, se o DI estiver muito acima da Selic, a rentabilidade dos títulos indexados a ele ficarão muito altas – o que também não é interessante para os bancos.

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Qual a taxa DI hoje? Qual a série histórica?

Conforme citamos, o DI costuma estar próxima à taxa Selic. Por isso, a série história das duas também acabam sendo semelhantes.

É possível consultar a série histórica do DI ou consultar o índice de qualquer momento desde o início da contabilização (março de 1986) por meio do site B3.

Conhecer a série histórica da taxa DI é uma forma interessante de familiarizar com o índice e calcular o rendimento médio de um investimento dessa natureza.

Atualmente, em janeiro de 2021, o DI está em 1,90%, enquanto a Selic está em 2%. Também é possível consultar diariamente o valor do DI na página inicial do site B3, na faixa superior.

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Como é o cálculo da taxa CDI?

A taxa DI é calculada diariamente pela B3 (empresa de infraestrutura de mercado que surgiu a partir da integração entre Cetip e BM&BOVESPA). Tem como base a média ponderada dos juros cobrados em todos os CDIs emitidos no dia.

Como a taxa Selic é a referência para a cobrança de juros entre os bancos, naturalmente o DI acaba ficando próximo à ela.

No site da B3 é possível não só consultar a taxa DI no dia, mas também analisar a mínima, a máxima, a moda, o desvio padrão e comparar com a taxa Selic.

Além disso, ainda há uma aba em que detalha como é feita a metodologia de todo o cálculo, que está longe de ser simples.

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Calculadora DI

Há vários sites que oferecem a calculadora DI pela Internet.

Um deles é o site do próprio Banco Central. Gratuita, por meio dela é possível fazer simulação de correções de valores relativos ao DI. Entretanto, não realiza projeções futuras, apenas tendo a data atual como limite.

O próprio site da B3 também oferece a calculadora. Essa ferramenta, no entanto, é restrita e existe um esquema de assinatura para uso liberado.

Quem define a taxa DI?

O índice DI não é exatamente definido por nenhuma entidade ou instituição específica. Trata-se de um cálculo complexo, que envolve a média ponderada da cobrança de todos os juros nos empréstimos interfinanceiros – ou seja, entre bancos.

Conforme citamos anteriormente, o DI acaba ficando muito próximo à taxa Selic, que é o índice de referência para a cobrança de juros por parte dos bancos. A Selic, por sua vez, é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Participam o presidente da instituição, cargo ocupado atualmente por Roberto Campos Neto, e os diretores.

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Quais investimentos estão associados à taxa DI?

Muitos títulos de dívida privada usam a taxa DI como indexador. Ou seja, a rentabilidade é calculada a partir de uma porcentagem da taxa.

É o caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB), por exemplo. É comum encontrar esse investimento com a orientação de que ele paga 90% do DI.

Serve como referência, também, para muitos investimentos de renda fixa e de multimercados. É um parâmetro para avaliar o desempenho dos ativos, sendo classificada sempre como uma taxa “livre de riscos”.

Isso significa que para um investimento seja considerado de risco ele deve ter rentabilidade superior à Selic e ao DI. Portanto, tratam-se de aplicações conservadoras.

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Fundo DI

O principal investimento diretamente ligado ao DI é o fundo DI. Trata-se de um fundo de renda fixa, que consiste em um leque de investimentos indexados ao CDI. Estão nesse leque o Tesouro Selic, o próprio CBD, a Letra Financeira (LF), a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), etc.

De maneira geral, entretanto, o fundo DI acaba não sendo o investimento mais vantajoso. Isso porque ele inclui uma taxa de administração por esse leque de investimentos e, por causa dela, acaba sendo mais vantajoso aplicar individualmente em cada um desses ativos.

Além da taxa de administração, ainda trata-se de um investimento que cobra o imposto de renda no formato de “come cotas”. Há uma cobrança do imposto de renda em cima da rentabilidade do investimento a cada seis meses.

Isso é pouco vantajoso, já que, dessa forma, o investimento deixa de render juros sobre juros.

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Para que o fundo DI valha a pena, é importante levar em consideração:

  • Taxa de administração inferior a 0,30%;
  • Rentabilidade maior que 100% do CDI.

No entanto, é raro encontrar um fundo que renda 100% do CDI, justamente pelas altas taxas administrativas. Portanto, é importante pesquisar e comparar bem os investimentos antes de aplicar no Fundo DI.

Taxa DI ou poupança?

Apesar das altas taxas administrativas e da incidência do Imposto de Renda, os investimentos DI ainda são mais vantajosos que a poupança.

Isso porque a poupança rende 70% da taxa Selic se ela estiver em até 8,5% ao ano – como é o caso atual. Isso representa, em janeiro de 2021, aproximadamente 1,40% ao ano – o que é inferior aos 1,90% da taxa DI.

O atual cenário de baixa da Selic faz com que a vantagem do DI sobre a poupança seja menor. No entanto, a medida em que essa situação for mudando, o rendimento do DI será cada vez maior.

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Qual a função dos investimentos DI na estratégia de investimentos?

Apesar de os investimentos ligados ao CDI não serem necessariamente os mais vantajosos, eles possuem benefícios que também devem ser levados em consideração.

De início, vale citar que o valor mínimo de aplicação costuma ser, geralmente, baixo. Por isso, muitos investidores iniciantes e com pouco capital inicial conseguem acessar.

Reserva de Emergência

Em primeiro lugar, esses investimentos podem funcionar como reserva de emergência, já que são considerados de baixíssimo risco e possuem liquidez.

Ou seja, as chances de o investidor sair no prejuízo são quase nulas e é fácil e rápido que esse ativo se converta em dinheiro novamente.

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Diversificação da carteira

Em segundo lugar, os investimentos DI também podem ser de grande importância para a diversificação da carteira. Essa variedade permite uma boa rentabilidade com um risco menor.

Ou seja, é importante que o investidor equilibre os riscos do investimento na carteira.

Por exemplo, se a ideia é ter um ativo de alto risco, é interessante que tenha outro de risco baixo – como o DI – para gantir a segurança das aplicações.

Nesse sentido, como forma de diminuir o risco da carteira e ainda assim obter um bom retorno, os investimentos DI são uma boa forma de diversificar a carteira e não perder dinheiro.

Reserva de oportunidades

Por fim, esses investimentos também podem servir com uma interessante reserva de oportunidades. Isso significa parte de um planejamento financeiro para obter reservas quando boas oportunidades aparecerem.

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No universo do mercado financeiro, essas reservas de oportunidades podem ser úteis quando ocorrem as janelas de compra de títulos a um valor atrativo, por exemplo. Acontece quando há a queda no valor dos ativos por algum motivo e, por isso, são vendidos a preços bem mais baixos.

Vale ressaltar que reserva de oportunidade é diferente de reserva de emergência. Os investimentos DI podem também ser usados como emergência – para gastos imprevistos, como um conserto na casa ou um problema de saúde.

A reserva de emergência é, portanto, prioritária. No entanto, havendo ainda uma reserva excedente, é interessante transformá-la em oportunidade, sem valor certo, para gastá-la em uma ocasião oportuna para maximizar os rendimentos.

Conclusão

A taxa DI é um benchmark muito importante para o mercado financeiro do Brasil. Não só por ser um relevante indexador do rendimento dos investimentos, mas também por ser uma boa opção de primeiro passo para quem ainda está iniciando no universo das aplicações financeiras. Dominar esse conceito é fundamental!

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Entretanto, vale lembrar que há outros títulos que são mais vantajosos que o CDI e que são acessíveis e de baixo risco – o que é importante para quem está dando os primeiros passos no universo dos investimentos. É o caso dos títulos de Tesouro Direto, por exemplo.

Apesar disso, cada investidor possui o seu objetivo específico e a sua relação com o dinheiro a ser aplicado. Nesse sentido, lembre-se sempre de ponderar sobre retorno, liquidez e diversificação da carteira.

Organizar as finanças, principalmente para quem está começando no universo dos investimentos, é fundamental para um uso mais inteligente do seu dinheiro. Por isso, a pesquisa é essencial!

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