Taxa de desemprego no Brasil bate recorde no trimestre encerrado em agosto, atingindo 14,4% pessoas

A taxa de desemprego no Brasil bate recorde, atingindo 14,4% pessoas. Número é o maior da série histórica analisada pelo PNAD.

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Lilian Calmon

A taxa de desemprego no Brasil bate recorde no trimestre encerrado em agosto, atingindo 14,4% pessoas (13,8 milhões). O número é o maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

No trimestre anterior, encerrado em maio, o desemprego no Brasil era de 12,9% e, em fevereiro, de 11,6%.

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“Esse aumento da taxa de desemprego está relacionado ao crescimento do número de pessoas que estavam procurando trabalho. No meio do ano, havia um isolamento maior, com maiores restrições no comércio, e muitas pessoas tinham parado de procurar trabalho por causa desse contexto. Agora, a gente percebe um maior movimento no mercado de trabalho em relação ao trimestre móvel encerrado em maio”, disse a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 30. 

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde: veja os destaques da PNAD Contínua

População ocupada e desocupada no Brasil

A taxa da população ocupada (81,7 milhões, a menor da série) caiu 5,0% frente ao trimestre anterior (menos 4,3 milhões de pessoas) e 12,8% (menos 12,0 milhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019. 

Já o número da população desocupada (13,8 milhões de pessoas) subiu 8,5% frente ao trimestre anterior (12,7 milhões) e mais 9,8% (1,2 milhão de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019 (12,6 milhões).

“O cenário que temos agora é da queda da ocupação em paralelo com o aumento da desocupação. As pessoas continuam sendo dispensadas, mas essa perda da ocupação está sendo acompanhada por uma maior pressão no mercado”, afirmou Adriana.

População fora da força de trabalho bate recorde

A população na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) é de 95,5 milhões de pessoas, com queda de 3,2% (menos 3,2 milhões) frente ao trimestre anterior e 10,1% (menos 10,7 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

A população fora da força de trabalho (79,1 milhões de pessoas) foi recorde da série, com altas de 5,6% (mais 4,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 21,9% (mais 14,2 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

“A força de trabalho potencial (pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas que possuíam potencial para se transformar em força de trabalho) vem crescendo progressivamente, porque muitas pessoas que perderam a sua ocupação ao longo desses meses não passaram a pressionar o mercado, mas foram para inatividade. Elas alegavam que não estavam achando trabalho, seja por falta na localidade ou pelos efeitos da pandemia terem inviabilizado essa busca”, explicou a pesquisadora.

Desemprego no Brasil bate recorde: dados da população desalentada

A população desalentada (pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar) também bateu recorde (5,9 milhões de pessoas), com altas de 8,1% (mais 440 mil pessoas) frente o trimestre anterior e 24,2% (mais 1,1 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Aproveite e leia também “Número de freelancers cresce com desemprego causado pela pandemia”.

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