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Taxa de desemprego no Brasil bate recorde entre maio e julho, atingindo 13,8% das pessoas

Lilian Calmon
Lilian Calmon
Homem sentado à mesa procura emprego em jornal representando taxa de desemprego no Brasil bate recorde

Entre maio e julho de 2020, a taxa de desemprego bate recorde, atingindo 13,8% de pessoas. O número é o mais alto da série histórica, iniciada em 2012. 

Entre maio e julho de 2020, a taxa de desemprego bate recorde no Brasil, atingindo 13,8% de pessoas. O número é o mais alto da série histórica, iniciada em 2012. 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira, 30.

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Em comparação ao trimestre de fevereiro a abril de 2020, a taxa de desemprego aumentou 1,2 ponto percentual (12,6%). Já em relação ao trimestre de maio a julho de 2019, o acréscimo foi de 2,0 pontos percentuais (11,8%).

Taxa de desemprego bate recorde: confira os destaques da PNAD Contínua

População ocupada e desocupada

A taxa da população ocupada caiu 8,1% (menos 7,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e 12,3% (menos 11,6 milhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019. 

Já o número da população desocupada (13,1 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior (12,8 milhões), mas subiu 4,5% (561 mil pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019 (12,6 milhões).

“Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos”, disse a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy, explicando que as quedas no período da pandemia foram determinantes para os recordes negativos do trimestre encerrado em julho.

População na força de trabalho bate recorde

A população na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) também foi a menor da série histórica (95,2 milhões de pessoas). A taxa caiu 6,8% (menos 6,9 milhões) frente ao trimestre anterior e 10,4% (menos 11,0 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

A população fora da força de trabalho (79,0 milhões de pessoas) foi recorde da série, com altas de 11,3% (mais 8,0 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 21,8% (mais 14,1 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

“A população fora da força aumentou muito, mas em julho, aumentou menos. Isso pode indicar um certo retorno das pessoas ao trabalho. Os movimentos ainda são discretos no comparativo com todo o período, mas é um indicativo”, afirmou Adriana.

Taxa de desemprego mostra população desalentada

A população desalentada (pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar) também bateu recorde, com 5,8 milhões. 

“Além de tirar o trabalho, a pandemia também impossibilitou sua procura, ou por conta das medidas restritivas, ou porque as atividades econômicas estavam suspensas ou, ainda, por questões de saúde pessoal”, comentou Adriana. Segundo ela, com a flexibilização cada vez maior da quarentena, a tendência é que as pessoas voltem a buscar trabalho.

Leia também “Inadimplência causada por desempego cresce 12 vezes na quarentena”.

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