O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que a suspensão de pagamentos de empréstimos já soma R$ 12 bilhões. Essa é uma das medidas econômicas derivadas da pandemia do novo coronavírus.

No total, 28,5 mil empresas já interromperam temporariamente a quitação de suas parcelas de financiamento. Estão envolvidos 77,7 mil contratos. Os números são relativos ao período entre março, quando a medida foi anunciada, e 17 de julho de 2020.

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Segundo o BNDES, a estimativa é de que as empresas beneficiadas empreguem mais de 2,5 milhões de pessoas. Apesar do sucesso, os pedidos de suspensão do pagamento deixaram de ser recebidos em 30 de junho para os empréstimos diretos e indiretos não automáticos.

Por outro lado, os empréstimos indiretos automáticos ainda estão em funcionamento. De acordo com o BNDES, “as solicitações devem ser encaminhadas ao agente financeiro que concedeu o financiamento”.

Dados da suspensão de pagamentos de empréstimos

Conforme a nota divulgada pelo BNDES, o setor de infraestrutura atingiu R$ 6,9 bilhões com a suspensão de pagamentos. Essa foi a área mais beneficiada. Em seguida, veio a indústria, com R$ 1,2 bilhão.

Em relação às regiões brasileiras, a que mais foi beneficiada com a iniciativa foi o Sudeste. Do total de pagamentos de empréstimos suspensos, 39,9% eram de um dos quatro estados. Quando considerados os contratos indiretos não automáticos, o Norte foi o maior destaque, com 61,3% do total.

No final de maio, o BNDES já havia anunciado que o total concedido a título de suspensão de pagamentos de empréstimos atingiu R$ 9 bilhões. Na ocasião, o Banco ainda informou que as operações indiretas afetavam 26,5 mil clientes, com contratos que ultrapassavam R$ 3 bilhões.

Além disso, foi destacado que a maior parte das empresas beneficiadas eram as micro e as pequenas, que totalizavam 21,5 mil. O setor de serviços também tinha a maior representatividade na suspensão dos pagamentos, com 80% do total. Em seguida, vinha a indústria de transformação, com 19%. Nesse caso, a projeção era de que essas empresas reuniam 1,7 milhão de empregos.

As operações diretas, na época, impactavam 349 empresas, com R$ 6 bilhões. Nessa categoria, o setor de infraestrutura chegava a 57% do total suspenso. Em seguida, vinha a indústria (32%), seguido de comércio e serviços (9%). Essas companhias empregam cerca de 338 mil pessoas.

Outras medidas

A medida de suspensão de pagamento dos empréstimos é conhecida no mercado como standstill. Nessa modalidade oferecida pelo BNDES, o prazo de interrupção do pagamento das parcelas vai até 6 meses.

No entanto, essa é apenas uma das modalidades de ações emergenciais já liberadas pelo BNDES durante a pandemia do novo coronavírus. Outras iniciativas são:

  • R$ 5,6 bilhões de empréstimos para micro, pequenas e médias empresas, com a finalidade de financiar capital de giro;
  • R$ 4,6 bilhões em linha de crédito para folha de pagamento, com benefício a quase 2 milhões de colaboradores.

É importante ressaltar que as operações indiretas do BNDES são aquelas feitas com o intermédio de um operador, que é uma instituição financeira. Essa medida é válida para os pequenos negócios. As grandes empresas podem negociar diretamente com a entidade. De toda forma, a suspensão de pagamentos de empréstimos beneficia todas as transações, conforme as prerrogativas da medida.

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