O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, seguem sem acordo sobre o Renda Brasil. Benefício que deve substituir o Bolsa Família foi tema de reunião realizada nesta sexta-feira, 28, no Palácio do Planalto.

Conforme apuração do Valor Investe com ministros envolvidos na discussão, programa ainda não deve ser anunciado.

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Nesta semana, Bolsonaro disse à imprensa que atual proposta do programa estava suspensa por não concordar com o valor sugerido por Guedes.

Probabilidade é que acordo sobre benefício só venha depois da confirmação sobre a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro, porém com valor menor.

Guedes e Bolsonaro: sem acordo sobre o Renda Brasil

Ministro e presidente seguem em impasse devido à falta de entendimento sobre a fonte de financiamento para o Renda Brasil. 

A ideia inicial de Guedes é que programa que deve substituir Bolsa Família também englobasse outros benefícios, como o abono salarial. Bolsonaro, porém, recusou proposta.

A equipe econômica pretende incluir a previsão de gastos com o programa na Lei Orçamentária Anual (LOA), apesar de ainda não haver encaminhamento. Orçamento que traz estimativa de receitas e despesas públicas e que precisa ser enviado ao Congresso até a próxima segunda-feira, 31.

Além de Guedes e Bolsonaro, estiveram presentes na reunião sobre o Renda Brasil o ministro da Casa Civil, Braga Netto, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e outros integrantes do primeiro escalão envolvidos nas discussões.

Auxílio emergencial em pauta

Segundo apuração do Valor Investe, técnicos do governo estão finalizando os termos da Medida Provisória que vai prorrogar o auxílio emergencial até o fim do ano.

Benefício cedido em razão da pandemia deve continuar, porém com parcelas menores que R$ 600. Texto novo a ser aprovado também diminuirá alcance do benefício a fim de fechar brechas para pagamentos indevidos.

Governo também discute a ideia de rebatizar a extensão do auxílio emergencial já como Renda Brasil. Dessa forma, beneficiários do Bolsa Família já passariam a receber um valor maior que o que recebiam antes do auxílio emergencial.

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