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Selic pode estar abaixo do limite mínimo; saiba o que isso significa

Lilian Calmon
Lilian Calmon
mão segura caneta, papéis e calculadora representando Selic pode estar abaixo do limite mínimo

A Selic pode estar abaixo do limite mínimo, trazendo impactos diretos para o Tesouro Nacional, que precisa pagar títulos com prazo curto. Entenda.

A Selic pode estar abaixo do limite mínimo. O fato de o Tesouro Nacional ter que pagar um prêmio ao mercado para vender seus títulos, inclusive os pós-fixados, talvez seja um indício de que o Brasil não poderá permanecer com uma taxa de juros básica tão reduzida.

Para o analista independente da Omninvest e ex-chefe do Departamento do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, Sergio Goldenstein, há evidências de que o banco já ultrapassou o “lower bound” (nível de juros em que, abaixo dele, a política monetária perde sua eficácia) faz tempo.

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“A curva de juros ultrainclinada e a LFT com deságio são sinais de que, com o quadro fiscal atual, o juro está baixo demais”, afirmou ele em entrevista ao Valor Econômico.

Selic pode estar abaixo do limite mínimo: desafio do Tesouro é considerado enorme

Até o fim de 2020, a dívida pública deve chegar perto de 100% do Produto Interno Bruto (PIB). E, até abril de 2021, o Tesouro terá que enfrentar um vencimento de R$ 700 bilhões em títulos público. O desafio é considerado enorme.

O mercado só aceita refinanciar a dívida em troca de um prêmio mais alto, e o governo não se mostra interessado em tomar medidas impopulares para colocar as contas em ordem. Nesse cenário, o Tesouro tem rolado uma parte importante de sua dívida com títulos curtos.

“Isso tem um limite. Encurtar muito a dívida, deixaria o Tesouro refém do mercado e ser obrigado a pagar o que o mercado exigir. Acho até que ele já encurtou demais”, disse Goldenstein, acrescentando que a venda de LFT, títulos atrelados à Selic com prazo de quatro ou cinco anos, é um instrumento necessário para evitar o encurtamento excessivo da dívida.

O temor é que a rentabilidade negativa das LFTs possa levar a uma onda de saques. Se isso ocorre, os fundos têm que vender os títulos em carteira, o que acaba desvalorizando ainda mais os preços.

Mercado tem dado preferência às operações compromissadas do BC

Diante desse contexto, o mercado tem dado preferência às operações compromissadas do BC, que são a venda com compromisso de recompra de títulos públicos do Tesouro que ficam na carteira do Banco. Para alguns, isso acaba por concorrer com os leilões do Tesouro. 

“Os dois instrumentos [compromissadas e leilões do Tesouro] sempre coexistiram, então não dá para dizer que a compromissada concorre com o Tesouro. Mas hoje há um elemento novo, que gera desconforto com a LFT. O risco do BC hoje é menor do que o do Tesouro porque, no limite, o BC emite moeda”, explicou Goldenstein.

Para ler a matéria completa do Valor Econômico com mais informações sobre o assunto, acesse aqui.

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