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Reunião do Copom mantém taxa Selic em 2% ao ano

Heloísa Vasconcelos
prédio do banco central, representando selic em 2%

Esta foi a primeira reunião deste ano que não resultou em mais um corte da Selic. No último encontro, no início de agosto, a taxa caiu pela nona vez consecutiva, atingindo a mínima histórica de 2% após corte de 0,25 p.p.

A sexta reunião do ano do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), nesta quarta-feira, 16, decidiu por manter a taxa Selic em 2% ao ano. O índice, que representa os juros básicos da economia, está em queda desde 2015.

Esta foi a primeira reunião deste ano que não resultou em mais um corte da Selic. No último encontro, no início de agosto, a taxa caiu pela nona vez consecutiva, atingindo a mínima histórica de 2% após corte de 0,25 p.p.

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A posição de manter o patamar em que está a Selic era esperada pelo mercado. O último Boletim Focus, divulgado nesta semana, afirmou que a taxa básica de juros deve terminar o ano em 2%, podendo chegar a 2,25% em 2021.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de outubro, quando pode ocorrer nova redução ou aumento na taxa.

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Selic em 2% permanece; veja o histórico da taxa básica de juros

A taxa Selic está em queda desde 2015, quando estava em 14,25% ao ano. No ano passado, foram realizados quatro cortes, baixando a taxa de 6,5% ao ano para 4,5% ao ano.

Neste ano já foram 5 cortes. A primeira reunião, em fevereiro, reduziu a taxa para 4,25% ao ano. Depois, em março, com o corte ela foi para 3,75%. Em maio, a taxa caiu novamente, para 3%. Em junho, a queda foi para 2,25% e, por fim, a taxa chegou em 2% em agosto. 

Este é o menor patamar da Selic desde 1999, quando começou a série histórica.

Taxa deve voltar a subir

O Banco Central reconheceu que a taxa deve voltar a subir em breve. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”, disse, em comunicado.

“Eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva”, afirmou.

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Expectativas do mercado

O mercado já previa o resultado da reunião do Copom, que foi iniciada na última terça-feira, 15. Um levantamento feito pelo jornal Valor Investe na semana passada mostrava que, de 79 instituições financeiras e consultorias, 78 esperavam manutenção da Selic em 2% ao ano. Apenas uma casa calculava corte de 0,25 ponto.

A estabilidade da taxa vem em cenário em que a inflação está em alta, com aumento no preço de produtos da cesta básica. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, definida em 4% neste ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A previsão é que a taxa volte a crescer de forma gradual em 2021. Especialistas acreditam que o momento atual é o de buscar a estabilidade gradual do mercado. 

Como fica para a economia?

Com a Selic em 2%, o objetivo é estimular o consumo, já que juros se tornam mais baixos e o acesso ao crédito, portanto, mais fácil. Dessa forma, o consumo é incentivado, ajudando que a moeda circule.

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Porém, a taxa em baixa continua sendo uma má notícia para investidores, já que títulos públicos e aplicações em renda fixa acabam tendo rendimentos ainda menores.

Nesse sentido, é o momento de conhecer investimentos e investir em opções que possam trazer maior rendimento, mesmo acarretando mais riscos.

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