Depois de três meses de debate, a Câmara dos Deputados provavelmente irá aprovar nesta terça feira, a medida provisória para conceder uma linha de crédito específica para que os pequenos e médios empreendedores consigam pagar suas folhas diante da crise provocada pelo coronavírus. 

Segundo o texto, o Programa Emergencial de Suporte a Empregos, já teria sido aprovado na semana passada. Porém os parlamentares ainda precisam apreciar alguns destaques de modificação do conteúdo. 

Uma das mudanças significativas que ajudará pequenos empreendedores durante a crise, será a ampliação dos empréstimos de dois para quatro meses. Além disso, os perfis de pessoas jurídicas que poderão ter acesso ao empréstimo subsidiado também teve alteração. 

Agora, as médias empresas com faturamento até R$ 50 milhões também poderão participar do programa. 

Porém, durante a tarde de hoje, o principal ponto a ser debatido será o de uma possível redução da participação da União sobre esse financiamento, passando de 85% para 60%, já que os cofres públicos se encontram em déficit histórico. O restando do valor, ficaria por conta do tomador final.

Em teoria, o programa de auxílio aos pequenos empreendedores está funcionando desde meados de abril, quando a medida provisória foi encaminhada ao Congresso e a autorização de 34 bilhões de reais com repasse da União para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi autorizado. 

Entretanto, algumas dificuldades impediram que pequenos e médio empreendedores tivessem acesso efetivo ao crédito. Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que apenas 16% das 6,7 milhões de empresas conseguiram ter qualquer tipo de financiamento, seja ele público ou privado.

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