Ministro da economia diz que pode haver retorno do auxílio emergencial em caso de nova onda de coronavírus

De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o retorno do auxílio emergencial já seria possível após a digitalização de R$ 64 milhões.

Isabella Proença
Isabella Proença

Nesta terça-feira, 10, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pode haver retorno do auxílio emergencial em 2021, caso o Brasil seja atingido por uma nova onda do novo coronavírus.

As declarações foram dadas em resposta a um questionamento sobre o auxílio emergencial e a possibilidade de continuidade para o próximo ano.

Continua após a publicidade

Possibilidade de retorno do auxílio emergencial

“Deixamos bem claro para todo mundo. Se houver uma segunda onda [do novo coronavírus] no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver”, disse o ministro, em telecoferência com a Bloomberg.

O benefício está sendo pago à população por meio da digitalização de contas virtuais da Caixa.

Paulo Guedes ainda afirmou que os gastos relacionados ao novo coronavírus, que totalizam mais de 8% do PIB, ficariam em menores patamares caso haja um novo aumento no volume de contaminações.

“Se uma segunda onda nos atingir, aí iremos aumentar mais [os gastos]. Em vez de 8% do PIB, provavelmente [usaremos] desta vez metade disso. Porque podemos filtrar os excessos e certamente usar valores menores.”

Panorama sobre o auxílio

O ministro prosseguiu dizendo que o auxílio emergencial — principal medida contra crise, demandando R$ 322 bilhões — foi inicialmente desenhado com um valor menor, justamente para ser pago durante mais tempo, mas que os números foram mudados pela classe política.

Guedes planejava que a população recebesse R$ 200, no entanto, o Congresso demandou R$ 500 e o presidente, Jair Messias Bolsonaro, aumentou para R$ 600, a fim de ficar com a paternidade do valor. Depois de 5 meses, o valor caiu pela metade, chegando à R$ 300.

De acordo com ele, só serão efetuados mais gastos se o novo coronavírus demandar, o que é diferente de utilizar a contaminação já em declínio como uma desculpa para gastos.

“O que definitivamente não faremos é usar uma doença que nos deixou como desculpa para fazer movimentos políticos irresponsáveis”, conclui o ministro.

Esta matéria foi útil? Então, assine a newsletter do iDinheiro e receba atualizações sobre o retorno do auxílio emergencial diretamente no seu e-mail.

Continua após a Publicidade

Comunidade iDinheiro
Pergunte à comunidade ➔
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo iDinheiro

Newsletter iDinheiro: receba novidades sobre o que importa para o seu dinheiro.

Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.