Renda variável: aprenda tudo o que você precisa para começar a investir logo!

Quer começar a investir em renda variável? Entenda, nesse artigo, quais são os principais produtos de investimento e como eles funcionam.

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Melissa Nunes

Renda variável: aprenda tudo o que você precisa para começar a investir logo!

Vocês está querendo aprender sobre renda variável para começar a investir de forma mais arrojada?

Na última década, muitas pessoas têm procurado aprender sobre ativos desse tipo.

O número de investidores na bolsa de valores brasileira, por exemplo, cresceu cerca de 192% em 2020 em relação ao ano anterior, segundo dados da B3. Assim, já são mais de 3 milhões de investidores pessoa física.

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Caso você queira se juntar a esse pessoal, é muito importante que entenda alguns conceitos e conheça os principais ativos antes de começar a investir.

Isso porque o investimento em ações e outros produtos é de alto risco. Então, o conhecimento é imprescindível para fazer boas escolhas.

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Neste post que preparei para você, trouxe todos os fundamentos que vão esclarecer dúvidas conceituais e do funcionamento desse tipo de investimento.

Tenho certeza que você vai terminar a leitura querendo abrir sua conta na corretora e reavaliar sua estratégia de investimentos para este ano. Então, vem comigo?

O que é renda variável?

Primeiramente, o seu nome já diz muito. Renda variável é aquela que varia.

Em poucas palavras, refere-se aos ativos ou operações dos quais não se sabe o resultado.

Ao contrário da renda fixa, na renda variável não existe nenhuma garantia do quanto iremos receber e, nem mesmo, se será um resultado positivo ou negativo.

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Daí a importância de ficar atento as promessas de ganhos duvidosos em negócios ditos legítimos que fazem esses tipos de operações. Muito provavelmente, trata-se de um esquema de pirâmide financeira. Portanto, desconfie e fique longe.

Por que investir em renda variável?

Por ser um investimento de alto risco, muitas pessoas preferem não se arriscar na renda variável. Porém, em tempos de juros baixos, essa modalidade pode se tornar muito interessante.

Isso porque as ações, por exemplo, estão ligadas às empresas que tendem a crescer nesses períodos. Com os juros baixos, elas conseguem tomar mais dívidas, por exemplo, e expandir seu negócio.

Consequentemente, suas ações tendem a se valorizar com o tempo, precificadas pelo mercado de investidores.

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Outras vantagens da renda variável

Além disso, existem outras ótimas razões para investir em renda variável, como:

Portanto, como você pode ver, as razões são variadas e valem a pena serem exploradas. Então, não deixe que o medo te impeça de aproveitar essas oportunidades.

Quais os riscos de investir em renda variável?

Quando falamos em riscos, especialmente na renda variável, vai depender de quais ativos estamos tratando. Mas, em geral, podemos listar alguns tipos de riscos que são mais comuns:

  • de mercado: devido à oscilação diária de preços nas negociações dos ativos (também chamado de volatilidade), todos sofrem esse risco. Portanto, o investidor pode ganhar ou perder capital, dependendo do movimento do mercado no dia da negociação;
  • de liquidez: trata-se da possibilidade de comprar ou vender um ativo. Isso porque alguns são mais negociados e outro menos, trazendo esse risco conforme o volume de capital movimentado;
  • de crédito: não se aplica a todos os ativos, mas refere-se ao risco de calote, que pode impactar nos preços das cotas e no recebimento de proventos.

Ainda assim, o maior risco que você pode correr na renda variável é o de não saber o que está fazendo ou não conhecer os ativos que está operando.

Ou seja, o desconhecimento é seu maior inimigo. Quando você não sabe o que fazer, suas decisões ficam prejudicadas e, consequentemente, seu risco em perder dinheiro aumenta bastante.

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Por isso, antes de se preocupar com os riscos listados acima, preocupe-se em estudar e aprender sobre os produtos que deseja comprar.

Um bom começo, portanto, é continuar sua leitura e explorar os artigos relacionados aos ativos a seguir, pois eles trazem mais explicações e detalhes sobre cada um.

Quais são os investimentos em renda variável?

É bem provável que você já tenha ouvido falar em ações, pelo menos. Mas saiba que existem muitos outros tipos de investimentos para você explorar na renda variável.

Primeiramente, podemos dividi-los em dois grandes grupos: ativos e derivativos.

  • ativos de renda variável: ações, BDRs, ETFs, FIIs, comodities e moedas;
  • derivativos de renda variável: opções, futuros, termo e juros.

Como o próprio nome diz, os derivativos derivam de algum ativo, ou seja, estão relacionados a eles.

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Em princípio, esses derivativos foram criados com o objetivo de proteger a carteira do investidor. Esse processo também é conhecido como hedge.

Hoje, muitos investidores usam esses investimentos para praticar trade e ter ganhos maiores no curto prazo.

Vamos falar mais sobre esses ativos e derivativos? Conheça, abaixo, um pouco sobre cada um deles.

Ações

Ações são a menor fração de uma empresa de capital aberto. Por isso, ser acionista significa tornar-se sócio dela e ganhar direito de receber seus lucros (ou dividendos).

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Quando uma empresa decide abrir seu capital, seu objetivo é captar recursos para o seu crescimento. Esse processo é conhecido como IPO (Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial) e é menos custoso do que contratar um empréstimo.

Ainda assim, quando compramos ações negociando na bolsa de valores, estamos, na verdade, comprando de outro investidor. Por isso, nosso dinheiro só chega diretamente na empresa quando participamos do IPO.

Porém, as negociações em bolsa são mais simples e podem ser feitas nos horários em que o mercado está aberto.

Para entender mais sobre todas as características das ações, leia esse artigo.

Fundos de Investimento Imobiliário

Os FIIs são fundos de investimento do tipo fechado, o que quer dizer que somente podemos negociar suas cotas no mercado secundário, nesse caso, a bolsa de valores.

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Esses fundos têm como objetivo comprar ativos ligados ao mercado imobiliário. Nesse sentido, podemos falar em imóveis físicos, recebíveis imobiliários (como CRI, LCI ou LIG) ou, até mesmo, cotas de outros fundos.

Portanto, quando investimos em FIIs, ganhamos direito ao recebimento de aluguel. Normalmente, esses fundos pagam seus rendimentos mensalmente, tornando-os muito atrativos aos investidores.

Aprenda mais sobre esse ativo nesse artigo super completo.

BDR

Os Brazilian Depositary Receipt são certificados de ações estrangeiras.

Eles são uma alternativa ao investimento no exterior, tornando esse processo mais fácil.

Por serem negociados na bolsa brasileira, são menos burocráticos. Assim, o investidor não precisa abrir conta em uma corretora internacional para comprar ativos de empresas que não existem no Brasil.

Por isso, os BDRs são uma boa alternativa para diversificar a carteira de investimentos e expô-la às moedas internacionais.

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Para entender tudo sobre esse ativo, não deixe de consultar esse texto.

ETF

ETF significa Exchange Traded Fund, mas podemos chamá-lo de fundo de índice.

Assim como os FIIs, são do tipo fechado. Além disso, dizemos que são passivos, pois seu objetivo é acompanhar um índice (em vez de tentar superá-lo, como nos fundos ativos).

Existem muitos tipos de ETF, podendo ser de renda fixa ou variável. O que os diferencia é o índice o qual acompanham, por exemplo, o IMA-B ou o Ibovespa.

Por não exigir grandes análises, muitos especialistas consideram esses fundos uma boa porta de entrada para a renda variável.

Se quiser saber mais sobre os ETFs, dê uma olhada nesse artigo que tem todas as informações que você precisa.

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Commodities

Esses ativos são um pouco diferentes, pois referem-se a produtos de origem primária (matéria prima). Como exemplo, podemos citar o café, o milho, o etanol e o ouro.

Sua negociação é mundial e quem determina seu preço é o movimento de oferta e demanda, e não a empresa que produz a commodity.

Na B3 podemos negociar apenas contratos futuros de commodities, mas não o produto em si. Assim, muitos investidores usam esses ativos para fazer trade e lucrar no curto prazo.

Consulte o site da B3 para saber mais informações sobre eles.

Moedas

Na bolsa brasileira podemos negociar um total de 17 moedas estrangeiras, como o dólar e o euro.

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Normalmente, esses ativos têm como objetivo proteger e diversificar a carteira do investidor, especialmente em momento de crise e queda da bolsa brasileira.

Na verdade, o mais correto seria falar em reserva de valor quando tratamos de moedas, e não em investimento, pois esses ativos não pagam nada ao investidor, que apenas ganha com a sua valorização.

Para comprar essas moedas, precisamos fazer negociações com contratos futuros, que são como acordos de compra e venda entre investidores.

Além disso, também podemos adquirir esses ativos indiretamente, por meio de fundos cambiais.

Saiba mais sobre todas as moedas negociadas na bolsa pelo site da B3.

Opções

Opções são derivativos que representam um direito sobre um ativo subjacente.

Por exemplo, caso você ache que uma ação irá valorizar em um determinado período de tempo, pode comprar uma opção de compra, que lhe dá o direito de adquirir a ação escolhida por um preço mais baixo do que futuramente.

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Existem dois tipos de opções, que podem ser utilizadas em direfentes estratégias:

  • call: é o direito de comprar algo;
  • put: é o direito de vender algo.

Assim, o investidor que adquire qualquer uma dessas opções, têm o direito de exercê-la até o fim do prazo (opção americana) ou somente no prazo (opção europeia).

Enfim, existem diversas características que você precisa estudar sobre esses produtos caso queira explorá-los. Mas, de uma forma geral, eles são usados para proteção de carteira e especulação.

Mercado futuro

O mercado futuro caracteriza-se por negociações de contratos que têm vencimento futuro.

Basicamente, o mercado precifica produtos como commodities, moedas, juros e índices com valores futuros, de acordo com a oferta e demanda de cada um.

Assim, o investidor pode negociar esses contratos de acordo com expectativas de subida ou descida de preços, lucrando no curto prazo.

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Porém, para negociá-los, é preciso uma margem de garantia, pois esses produtos sofrem ajustes diários em seus preços.

Como falamos antes, esses derivativos têm o objetivo principal de proteção da carteira de investimentos, mas devem ser estudados com cuidado. Além disso, o investidor precisa entender seus códigos e outros detalhes das negociações.

Mercado a termo

Esse tipo de negociação é um pouco diferente do mercado futuro. Isso porque, apesar da possibilidade de negociação dos mesmos ativos, também é possível negociar ações e títulos.

Nesse caso, duas partes fazem um acordo de compra ou venda de um ativo em uma data futura, com preço já estabelecido. É um compromisso assumido por ambas pontas.

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No mercado a termo pode haver, também, a liquidação física do produto, ou seja, você pode ser um comerciante que comprou 100 sacas de café de um produtor e vai recebê-las no fim do contrato.

Esse tipo de negociação também serve como proteção, pois, caso o comerciante entenda que o preço do café vai subir, pode negociar um preço mais barato hoje para ser pago futuramente.

Ainda assim, muitos investidores usam esses contratos para especular, especialmente no caso das ações, caso ache que o ativo vai valorizar ou desvalorizar.

Como investir em renda variável?

Para investir em renda variável, existem duas possibilidades: comprar no mercado primário ou no mercado secundário.

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Nos dois casos, você vai precisar abrir conta em uma corretora de valores e transferir seu dinheiro para lá. Após, faça o teste do perfil de investidor para ter acesso aos mais diversos investimentos.

Mercado primário

Nesse caso, podemos comprar ações de uma empresa por meio de um IPO, como mencionamos antes. Esse é o momento em que a própria empresa decide colocar cotas de suas ações à disposição dos investidores.

Para reservar essas cotas, o investidor interessado deve acessar o menu de ofertas públicas na plataforma da corretora, ler o prospecto da oferta e escolher a quantidade de ações que quer reservar.

Depois, é só aguardar as datas de liquidação (quando o dinheiro é descontado da sua conta) e a abertura das negociações em bolsa.

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Todas as informações relevantes estão no prospecto, por isso, não deixe de ler toda a documentação.

Mercado secundário

Essa é a forma mais comum de adquirir ativos de renda variável. Trata-se das negociações feitas entre investidores, onde a empresa não tem nenhum tipo de participação.

Para comprar ou vender ativos, o processo é bem simples:

  1. acesse o home broker da sua corretora de escolha;
  2. adicione o código referente ao ativo escolhido;
  3. escolha a quantidade que deseja comprar;
  4. estipule um preço ou deixe como está para comprar a mercado;
  5. clique “comprar” ou “vender” para enviar sua ordem.

Pronto, agora é só esperar sua ordem ser executada. Simples, não?

Ainda assim, é importante entender os códigos do seu ativo de escolha e o tipo de ordem que deseja lançar. Via de regra, as ordens padrão são válidas para o mesmo dia e ficam abertas até que sejam executadas no preço escolhido. No fim do dia, caso não seja executada, ela é automaticamente cancelada pela corretora.

Conclusão

Viu como investir em renda variável não é nenhum mistério?

Mesmo assim, vale lembrar que você devem estudar bem os ativos que pretende escolher. Assim, diminui as chances de cometer equívocos e se arrepender depois.

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Muitas pessoas perdem dinheiro na renda variável porque não estudam ou porque preferem seguir indicações de alguém que não é profissional do mercado. Consequentemente, acabam sendo levadas por aspectos emocionais e tomam decisões precipitadas.

Isso pode acabar gerando muita frustração e perda de confiança na bolsa, impedindo que as pessoas façam bons investimentos. É daí que vem a ideia que muitos tem de que a bolsa de valores é uma espécie de cassino, mas sabemos que não é verdade.

Por isso, prepare-se bem antes de iniciar seus investimentos. E, depois, não pare de estudar. Há sempre mais conhecimento para adquirir, além das novidades que podem acontecer no meio do caminho.

Em resumo, o seu sucesso na renda variável depende mais de você mesmo do que do mercado.

Bons investimentos!

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