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Renda Brasil: programa deve pagar até R$ 300 por família

Fabíola Thibes
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou na semana passada o valor que deverá ser pago pelo Renda Brasil. Segundo ele, a expectativa é que o nível de valores aumente para R$ 250 ou próximo de R$ 300. O anúncio foi feito em entrevista à Rádio Jovem Pan.

O Renda Brasil é o programa desenhado pela equipe do presidente Jair Bolsonaro e deve substituir o Bolsa Família. A ideia é centralizar diferentes programas sociais em uma só política de renda básica.

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Com isso, seriam atendidas as famílias de baixa renda, mas também os trabalhadores que recebem o auxílio emergencial de R$ 600. Para quem é atualmente beneficiário do Bolsa Família, o aumento deve ficar entre R$ 50 e R$ 100.

Isso porque o valor médio pago no atual programa social fica em aproximadamente R$ 200. Na entrevista, o ministro da Economia, porém, alegou que o benefício deve ser ampliado para mais 10 milhões de pessoas.

“O auxílio vai começar a descer e vai aterrissar na renda básica. Vai juntar o abono salarial, o Bolsa Família, mais dois ou três programas focalizados e vai criar o Renda Brasil. E vai ser acima do Bolsa Família. Amplia a base. São os 26 milhões do Bolsa Família mais os 10 milhões de brasileiros que eram invisíveis. E vamos ampliar também a cobertura”, ressaltou o ministro.

Programa para o auxílio emergencial

Além do Renda Brasil, a proposta do governo federal é garantir que os brasileiros que vivem dos R$ 600, mas são informais, sejam enquadrados no Carteira Verde e Amarelo. Esse programa é voltado para quem não se encaixa no conceito de vulnerabilidade e tem o objetivo de estimular os trabalhadores a retomarem as atividades profissionais.

Assim, o propósito é garantir que o brasileiro que teve uma queda na renda seja amparado pelo Renda Brasil. Assim que ele conseguir sair do desemprego, ele passa a ser amparado pelo Carteira Verde e Amarelo.

Segundo Guedes, o objetivo é fazer uma “conversão instantânea”, para evitar que os cidadãos percam o medo de sair para trabalhar e isso leve à perda do Bolsa Família. É importante citar que essa nova carteira deve servir para prestação de serviços, com pagamento baseado em hora de trabalho.

Imposto de Renda negativo

Além dessas medidas, a equipe econômica também estuda criar o Imposto de Renda negativo. A ideia surgiu do pagamento do auxílio emergencial para 38 milhões de brasileiros, que, segundo Guedes, seriam invisíveis.

Nesse caso, como não existe um empregador, não serão cobrados encargos. O ministro exemplificou da seguinte forma: “Ganhou R$ 500, toma mais 20% de IR negativo”. Apesar da proposta, ele afirmou que o governo pode não ter os recursos suficientes para essa iniciativa. Portanto, o IR negativo ainda está em análise.

De toda forma, o Renda Brasil deve ser colocado em prática. A projeção é que o período de validade inicie em outubro, assim que terminar o pagamento do auxílio emergencial.

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