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Redução nos juros do financiamento imobiliário o torna 30% mais barato

Isabella Proença
Isabella Proença
Mesa com notebooks e o que parece um contrato, sendo lido por duas pessoas. Uma delas está com uma caneta em mãos, prestes a assiná-lo. Imagem representando Redução nos juros do financiamento imobiliário.
Segundo levantamento, a redução nos juros do financiamento imobiliário pode gerar uma economia de R$ 243,5 mil em empréstimo de R$ 400 mil.

Com a taxa Selic a 2% ao ano, o menor patamar de sua história, houve uma consequente redução nos juros do financiamento imobiliário. Dessa forma, o sonho da casa própria se tornou acessível a um maior número de brasileiros.

De acordo com um levantamento realizado pela Kzas, plataforma imobiliária, financiar um imóvel no Brasil, atualmente, é até 30% mais barato.

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Com informações do jornal Correio do Povo.

Exemplo de redução nos juros do financiamento imobiliário

Em 2016, um imóvel que custava R$ 500 mil — dos quais R$ 400 mil foram financiados em 360 parcelas e R$ 100 mil dados como entrada — teria uma parcela inicial de R$ 4.630,34.

Atualmente, a parcela inicial desse mesmo empréstimo seria de R$ 3.369,60.

“Como se trata de um financiamento longo, ao final do contrato, o mutuário terá economizado cerca de R$ 240 mil só com a  diferença na taxa de juros”, explica o co-fundador e CFO da Kzas, Eduardo Muszkat. 

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Um exemplo considerando um imóvel de R$ 950 mil com financiamento de R$ 100 mil, também dividido em 360 meses, teria uma redução de R$ 1.290,84 para R$ 903,34 na prestação.

Ao fim do contrato, o mutuário teria economizado R$ 72,5 mil em juros.

Taxa de juros

Cada instituição financeira tem sua própria taxa de juros. A partir da última quinta-feira, 22, a Caixa reduziu a taxa de juros para o financiamento imobiliário e está oferecendo 6 meses de carência aos compradores.

Agora, a taxa está entre TR + 6,25% ao ano e TR + 8% ao ano. A taxa mínima é 2,5 pontos percentuais mais baixa em comparação à taxa mínima praticada em dezembro de 2018.

“Com a redução, temos uma impulsão importante na demanda, o que já é refletido na venda dos imóveis”, afirma o analista da Guide Investimentos, Caio Ventura.

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Ele explica que, ao longo da história, as taxas de juros brasileiras sempre foram altas, dificultando o acesso ao financiamento.

Para Ventura, embora as taxas estejam de fato mais baixas, a novidade traz mais benefícios para pessoas de classe média e alta. Isso porque esse grupo conseguiu ter uma maior resiliência no decorrer da pandemia.

Recomendações para contratação de financiamento imobiliário

Apesar da taxa de juros ser um fator crucial na momento de contratar um financiamento, não deve ser o único. Caio recomenda, por exemplo, que o valor da prestação comprometa, no máximo, 30% do total da renda.

Já o co-fundador de Kzas, Eduardo Muszkat, indica que adquirir um financiamento com taxa fixa é boa alternativa para aproveitar as taxas atuais.

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“Se a taxa de juros ficar mais baixa, você faz a portabilidade, se aumentar, você fica fixo”, aconselha Muszkat.

Muszakt ainda salientou que é um bom momento para comprar um imóvel por haver uma perspectiva de aumento da inflação e, por consequência, de juros.

“É importante se dar conta de que essa redução nas taxas de juros que os bancos estão fazendo, com toda a questão de que o mercado está retomando, em relação ao que veio, existe uma perspectiva de inflação”, afirma.

A economista da Toro Investimentos, Paloma Brum, diz que, além das questões racionais, muitas das vezes a compra de um imóvel próprio envolve um sonho, que também deve ser considerado. No entanto, para realizá-lo é necessário ter disciplina.

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“Eu acredito que ela vai precisar ter uma disciplina muito grande em relação aos gastos. Às vezes a pessoa assume um financiamento, acha que vai ter capacidade de renda, mas ela que a pessoa está tão focada na compra, que ela esquece que pode precisar de outras coisas”, afirma Paloma.

Portanto, interessados em financiamentos devem colocar situações planejáveis em pauta para que as dívidas não se tornem maiores que a capacidade de pagamento.

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