Diante da crise econômica provocada pelo novo coronavírus, o real precisou encarar uma desvalorização de 25% apenas no primeiro semestre de 2020. Porém, segundo os modelos de precificação do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), a desvalorização substancial é a de aproximadamente 15%.

Porém, segundo reportagem publicada pelo veículo de comunicação Valor Econômico, o desempenho das moedas ao redor do mundo é bastante “enganoso”, já que ignora certas deterioração de balanços de pagamento da Turquia. Neste caso, a moeda não contou com  perdas de reservas internacionais do País, fazendo com que a moeda tenha um superfaturamento.

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Para os especialistas, o mercado brasileiro está mais próximo de um “free float”, índice responsável por medir a porcentagem de ações de determinada companhia que estão em circulação no mercado financeiro atual. 

Isso significa que, enquanto o real estiver absorvendo as consequências do impacto econômico provocado pela COVID-19, as perdas de reservas cambiais de outros país serão maiores.

“As perdas de reservas brasileiras são pequenas, em comparação com o contexto de grandes reservas cambiais”, disse o Instituto de Finanças em nota oficial. 

Real e investimentos

Em contrapartida, os investimentos brasileiros seguem em alta no exterior, mesmo com a queda significativa de juros.

Segundo especialistas, os ingressos líquidos em investimentos estrangeiro direto (IED) cobrem o modesto déficit em conta corrente do Brasil no acumulado do ano.

“As perdas são pequenas, principalmente quando vistas no contexto de grande estoques de reservas cambiais”, analisaram.

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