O real é a segunda moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar neste ano, diante da crise do coronavírus. Segundo um estudo realizado pelo economista Alex Agostini, da Austin Rating, a análise foi feita levando em consideração a moeda de 121 países distintos. 

A desvalorização de mercado atual, foi levantada com o percentual de 29,6%, com o fechamento da moeda norte americana no valor de R$ 5,4396 nesta última terça feira (30/06), encerramento do primeiro semestre de 2020. 

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Neste momento, a real perde apenas para a desvalorização do peso boliviano, que acumula um número expressivo em relação ao dólar de -74%.

Especialistas financeiros acreditam, inclusive, que a moeda norte americana não deve fechar o ano abaixo da casa dos R$ 5.

Países com desvalorização de dólar

Durante o primeiro semestre do ano, o real não foi a única moeda a sofrer o grande impacto da crise econômica mundial.

As nações mais prejudicadas neste período, foram:

  • Bolívia (74%);
  • Brasil (29,6%);
  • Lesoto (-23,3%);
  • África do Sul (23,2%).

Fatores contribuintes para a desvalorização do real

No cenário internacional, a crise do coronavírus acabou sendo determinante para os prejuízos financeiros de todas as nações, com impactos em todos os setores, inclusive, nas Bolsas de Valores de todo mundo. 

Com isso, a desvalorização de moedas emergentes, somada à aversão ao risco da economia global, afastaram os investidores do Brasil.

Outro fato que contribui bastante para a subida do dólar e desvalorização do real, é a baixa taxa de juros ofertadas pelas instituições, fazendo com que investidores estrangeiros busquem novos horizontes. 

Diante da crise interna, o ajuste de contas públicas é uma prioridade para suprir os valores gastos até o momento com auxílios à população e programas de crédito. 

Além disso, os resultados referentes ao Produto Interno Bruto acabam não favorecendo a valorização do real. Ano passado, o número da dívida bruta interna chegou ao patamar de 75,8%.

Por conta das condições apresentadas esse ano, o recuo da economia interna esperada pelo Fundo Monetário Internacional (FMU) é o de 9,1%.