Beneficiários do Bolsa Família começam a receber a quinta parcela do auxílio emergencial a partir da próxima terça-feira, 18. Pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal.

A ordem seguida pelo calendário de pagamentos tem como base o dígito final do número do NIS (Número de Identificação Social) — prática habitual do programa — nos últimos 10 dias úteis do mês. 

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Os beneficiários com o NIS terminado em 1 recebem os R$ 600 (R$ 1.200 para mães chefes de família) na terça-feira, 18, e assim sucessivamente.

Dessa forma, a quinta — e até então última — parcela do auxílio emergencial (que anteriormente tinha a duração prevista de 3 meses) será paga até o dia 31 de agosto.

Calendário da quinta parcela do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família

Data de pagamentoQuem recebe
18 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 1
19 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 2
20 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 3
21 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 4
24 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 5
25 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 6
26 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 7
27 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 8
28 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 9
31 de agostoBeneficiários com NIS terminado em 0

Fonte: Caixa Econômica Federal

Quinta parcela do auxílio emergencial

A possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial está sendo discutida pelo governo e, até o momento, nada foi decidido. Vale a pena ressaltar que, originalmente, o benefício criado na pandemia seria de R$ 200, porém o Congresso o ampliou para R$ 600.

Inicialmente, o auxílio emergencial teria duração de três meses. Benefício foi criado para ser pago a autônomos, microempreendedores individuais (MEI), trabalhadores informais e desempregados afetados pela pandemia. Para ter acesso, era necessário que cumprissem requisitos específicos — como renda total de até três salários mínimos (R$ 3.135) ou renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50).

Entenda a prorrogação

No mês de julho, o governo anunciou a prorrogação do auxílio por mais 2 meses e, atualmente, além de decidir sobre uma nova prorrogação, também deverá estipular as condições, caso a decisão seja positiva. 

De um lado, o benefício é elogiado até mesmo por críticos do governo — que consideram o auxílio como uma ferramenta importante de combate contra os efeitos econômicos gerados pela pandemia. Porém, há a questão do liberalismo econômico defendido por Jair Bolsonaro durante sua campanha presidencial.

A redução da participação do Estado na economia foi uma das questões levantadas pela campanha do presidente. Além disso, foi citada a promoção de ajustes em contas públicas o que garantiu ao, até então, candidato o apoio do empresariado. 

Agora, os economistas com pensamento alinhado ao liberalismo criticam a possibilidade de prorrogação do auxílio, argumentando que não há espaço fiscal.

Por ora, a quinta parcela será a última. Os trabalhadores que não são beneficiários do Bolsa Família seguem o cronograma do Ministério da Cidadania, criado em julho, que segregou os beneficiários por ciclos de pagamentos com base no mês de nascimento e na data do recebimento da primeira parcela.

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