O Banco Central (BC) divulgou na última segunda-feira, 17, no Boletim Focus, reajuste da previsão do mercado financeiro para a queda da economia em 2020.

Anteriormente a previsão era de 5,62% e o reajuste chegou aos 5,52%. Na publicação semanal feita pelo órgão, uma informação importante foi apontada: há sete semanas, o mercado financeiro vem reduzindo a projeção de queda.

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Veja a análise de outros números divulgados pelo BC e noticiados pela Agência Brasil.

Queda na economia: influência da inflação

Em um primeiro lugar, vamos falar sobre a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 1,63% para 1,67%.

No caso de 2020, a projeção se encontra abaixo do piso da meta de inflação estabelecida. Ela é de 4% e tem um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, sendo ele para cima ou para baixo.

A estimativa de inflação para o ano que vem segue em 3% há nove semanas seguidas.

No caso de 2022 e 2023, também segue com os mesmos números, que respectivamente são 3,50% e 3,25%. O mesmo intervalo de 1,5 p.p. (para cima ou para baixo) é aplicado em cada ano.

Taxa Selic

Em busca da meta da inflação, a Taxa Selic é o principal instrumento para garantir que ela será batida. Atualmente, a taxa básica de juros brasileira está estabelecida em 2% ao ano.

Sabendo disso, o mercado financeiro acredita que a Selic vai encerrar 2020 neste mesmo patamar, conforme já havíamos noticiado.

Para 2020, a expectativa sofreu um ajuste e passou dos 3% para os 2,75% ao ano. Em 2022, a previsão passou de 4,9% para 4,75% ao ano. No final de 2023, ela segue no 6% ao ano.

Dólar

No caso do dólar, a informação é de que a cotação permaneça no valor previsto, que é de R$5,20 ao final de 2020. As expectativas para o fim de 2021 são de R$5.

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