Queda de 4.5% no PIB em 2020 demonstra o otimismo do presidente do BC

Uma queda de 4.5% no PIB é a projeção do presidente do Banco Central, o que demonstra seu otimismo em relação a outras entidades oficiais.

Amanda Gusmao
Amanda Gusmão

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto projeta uma queda de 4.5% no PIB para 2020. Ele atribui o resultado ruim a crise gerada pela pandemia da Covid-19.

Em evento virtual da Milken Institute na última segunda-feira, 19, o presidente do BC foi mais otimista que o Relatório de Inflação da entidade, que prevê uma retração de 5% no Produto Interno Bruto.

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Quais as projeções para o PIB dos principais agentes do mercado financeiro

A positividade de Campos Neto também pode ser comparada com a queda esperada pelo Banco Mundial, que é de seria de 5,4% para 2020.

Já o Ministério da Economia, segundo a Agência Brasil, projeta uma retração de 4,7% do PIB em 2020 e crescimento de 3,2% em 2021.

Em setembro, o ministro Paulo Guedes afirmou em evento virtual da Credit Suisse que o Brasil já estava dando a volta por cima.  

Já o relatório Focus, que acompanha a percepção do mercado, indica uma queda de 5% do indicador nesse ano.

Efeitos da pandemia e incentivos econômicos do governo brasileiro

O segundo trimestre de 2020 teve uma retração de 9,7% do PIB em comparação com o período anterior. Foi o período com maiores reflexos econômicos da pandemia como mostra reportagem da Folha de São Paulo.

Ainda assim, segundo o presidente do BC, “entre os emergentes, fomos o país que mais gastou na pandemia (…) e que teve recuperação mais forte”.

Ainda durante o evento, Campos Neto justificou o momento explicando que desde o ano passado o governo vinha trabalhando ativamente para reinventar o crescimento econômico.

A realização de reformas e a injeção de capital privado contribuíram, inclusive, para as estratégias monetárias de redução da taxa básica de juros.

Como a queda de 4.5% no PIB afeta os investimentos?

Vale lembrar que o PIB é um indicador macroeconômico, mas, seu crescimento ou declínio também afeta, dentre outras esferas, as estratégias dos investidores.

Isso porque ele é uma grande referência para a especulação. Assim, se um PIB está em crescimento, a economia está crescendo e pode ir além, o que vai valorizar as ações de muitas empresas.

No entanto, se o PIB tem projeção de queda, os investidores em renda variável tendem a buscar mercados mais promissores.

Então, quer acompanhar os reflexos da possível queda de 4.5% no PIB e outras notícias do mercado que podem afetar suas estratégias de investimentos? Então, assine agora mesmo a newsletter do iDinheiro.

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