Prorrogação do auxílio emergencial é confirmada: governo decide pela ampliação do benefício por mais 2 meses

 

O governo federal ampliará o auxílio emergencial, cedido em decorrência da pandemia do novo coronavírus. 

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Serão pagos mais R$ 1200, divididos em 4 (quatro) parcelas.

A informação foi divulgada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em um pronunciamento no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, dos presidentes da Câmara e do Senado (Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente), além de outros parlamentares e convidados.

A ampliação do benefício estava sendo discutida há semanas, mas ainda não havia sido acertado como os novos pagamentos seriam realizados.

Até o momento, 64,1 milhões de brasileiros já receberam o auxílio emergencial, totalizando R$ 90,8 bilhões pagos, segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Entenda a prorrogação oficial do auxílio emergencial

O auxílio emergencial começou a ser pago pelo governo federal em abril, voltado para desempregados, trabalhadores informais e famílias de baixa renda afetados pela pandemia.

Inicialmente, seriam três parcelas de R$ 600 reais pagas mensalmente, sendo o valor de R$ 1.200 para mães solteiras.

O presidente Jair Bolsonaro havia sugerido pagamento de mais três parcelas nos valores de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, reduzindo o auxílio gradualmente.

Já o Congresso Nacional defendia a ampliação do benefício para duas parcelas de R$ 600.

No entanto, de acordo com Paulo Guedes, definiu-se por ampliar o auxílio por mais 2 meses, sendo que o pagamento será em 4 parcelas, da seguinte maneira:

  • 500 reais, no início do mês;
  • 100 reais, no fim do mês;
  • 300 reais, no início do mês;
  • 300 reais, no fim do mês.

De todo modo,  o valor final de aumento não muda, serão mais R$ 1.200, assim como nas outras propostas.

Balanço do auxílio emergencial

Foram processados 106,3 milhões de cadastros das 108,4 milhões que se cadastraram no programa. 

Desses, 64,1 milhões de brasileiros foram aceitos, outros 42,2 milhões foram considerados inelegíveis, 2 milhões estão em primeira análise e 1,3 milhão estão em reanálise.

Conforme a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, cada parcela do auxílio custa, por mês, R$ 50 bilhões aos cofres públicos.

O impacto nas contas públicas até agora está estimado em cerca de R$ 150 bilhões. Com a prorrogação, o gasto subirá mais R$ 100 bilhões.

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