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Alta dos alimentos faz governo elevar projeção de inflação para 2020 e 2021

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado
Homem em prateleira de supermercado pegando um arroz, produto que contribuiu para a alta da projeção da inflação
A projeção da inflação para este ano e para o ano que vem sofreu elevação, segundo Boletim Macrofiscal divulgado pelo Ministério da Economia.

A projeção da inflação para este ano e para o ano que vem sofreu elevação, segundo o Boletim Macrofiscal, divulgado pelo Ministério da Economia na última terça-feira, 17.

A inflação prevista para 2020 foi de 1,83%, em setembro, para 3,13%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). A meta é que fique até em 4%, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

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De acordo com o Ministério da Economia, a alta nos alimentos foi a responsável pelo aumento na projeção de setembro. Além deles, os materiais de construção também encareceram nos últimos meses.

O governo justifica a alta inflação pelo aumento de demanda ocasionada pelo auxílio emergencial. Apesar disso, garante ser “transitória e setorial” e que será controlada após o fim da concessão do benefício. Por outro lado, também não descarta a extensão do auxílio em caso de uma segunda onda de Covid-19 no Brasil.

Para conter a alta, o governo já cortou tarifas de importação sobre o arroz, o milho e a soja – alimentos que tiveram as altas mais críticas.

Em virtude disso, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação sentida por famílias com renda até cinco salários mínimos, para este ano é ainda mais alta: chegando aos 4,1%, quase o dobro da projeção de setembro, de 2,4%.

Projeção da inflação para 2021

A projeção da inflação é ainda mais pessimista para 2021. De acordo com o IPCA, a perspectiva para o ano que vem é de 3,23%. Em setembro, a previsão era de 2,94%. O INPC foi de 3,08% para 3,2%.

A meta da inflação para 2021 é de 3,75%, também contando com 1,5% de tolerância.

Tombo do PIB

Ainda de acordo com o Boletim Macrofiscal, a perspectiva é de uma retração menor para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Em maio, era de -4,7%, enquanto agora foi para -4,5%. Trata-se de uma projeção levemente mais otimista que a do mercado, que aponta -4,66%.

Por outro lado, para o terceiro trimestre deste ano, a projeção do governo é que a economia brasileira cresça 8,3% na comparação com o período anterior.

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