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Produtos mais consumidos na pandemia sobem 8,5% em setembro

Lucas Pavanelli
Lucas Pavanelli
supermercado, representando inflação em agosto

Itens básicos de alimentação e outros produtos mais consumidos na pandemia tiveram alta em setembro, na comparação com o mesmo mês em 2019

Os produtos mais consumidos na pandemia ficaram 8,5% mais caros no mês de setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O levantamento é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP). 

O estudo confirma a percepção dos consumidor que tem notado aumento de preços de produtos de primeira necessidade nas gôndolas dos supermercados e mercearias de todo o país.   

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Confira os produtos mais consumidos na pandemia

De acordo com a pesquisa da Fecomércio-SP, os itens de alimentação e bebidas subiram, em média, 15,7%. Produtos para casa ficaram 6,7% mais caros e a alta nos produtos para saúde e cuidados pessoais ficou na casa dos 3,3%. 

Confira as principais altas: 

  • Feijão carioca: 45%
  • Detergente: 9,8%
  • Papel higiênico: 7,45%

Alta de preços impacta mais nas famílias de baixa renda

Em agosto, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelou que, desde março, a inflação impacta mais as famílias de baixa renda que as demais.

De acordo com o Indicador de Inflação por Faixa de Renda, a inflação das famílias com renda de até R$ 900 mensais, teve variação de 0,38% em agosto. O índice é mais de três vezes maior que a taxa percebida pelas famílias mais ricas, cuja renda está acima de R$ 9 mil. Nesse último caso, a inflação foi de 0,1%. 

Inflação também corroeu aluguéis

Além dos itens básico encontrados nos supermercados, os consumidores também tiveram que conviver com outras elevações de preço, como o dos aluguéis. 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é o indicador utilizado para calcular a inflação dos contratos de aluguel de imóveis deve fechar 2020 com variação até cinco vezes maior do que o índice que normalmente é utilizado como parâmetro para reajustes salariais.

Nos últimos doze meses — encerrados no mês de agosto — a alta do indexador foi de 13,02% e a previsão é que supere a barreira dos 15% até o fim do ano. Para se ter uma ideia, o IPCA, que é o índice que mede a inflação oficial, acumula alta de 2,44% nos últimos 12 meses. Ou seja, mais de cinco vezes menor que o IGP-M. 

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