Presidente dos Correios afirma que processo de privatização já está em andamento

Segundo o presidente da estatal, privatização dos Correios trará ganhos logísticos à operação. Greve de funcionários já dura um mês.

Heloisa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos

A privatização dos Correios é uma das pautas que leva à paralisação dos funcionários da estatal, que estão em greve há um mês. Apesar dos esforços, a desestatização já é uma realidade, segundo o presidente dos Correios, Floriano Peixoto.

Peixoto deu entrevista exclusiva ao portal Exame e falou sobre o processo de privatização do serviço. Segundo ele, desestatização já está “em andamento” e trará ganhos logísticos para o sistema de entregas no Brasil.

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Privatização dos Correios está em andamento

Floriano Peixoto concordou na entrevista com o posicionamento do ministro das Comunicações, Fabio Faria, que declarou na última quarta-feira, 16, que a venda da estatal é uma “certeza”.

“As palavras do ministro refletem o posicionamento do governo e, principalmente, a opinião da sociedade. É preciso transformar os Correios em uma empresa moderna, eficiente e que respeite o consumidor”, afirma.

Segundo ele, a consultoria contratada para realizar os estudos sobre a empresa entregará, até novembro deste ano, a primeira parte do trabalho, uma das etapas para a desestatização.

Com isso, ocorrerá o envio de proposta de projeto de lei ao Congresso que pode levar à privatização.

Ganhos com desestatização

Para o presidente dos Correios, o fato de serviço de entregas no Brasil ser estatal traz perdas logísticas devido à falta de competitividade. 

“Quaisquer alternativas que venham a extinguir (ou ao menos aliviar) essas amarras tornarão a empresa mais ágil, moderna e eficiente, algo muito difícil nas atuais condições”, considera. 

Ele destaca que é preciso “aproveitar melhor a experiência logística consolidada e a capilaridade dos Correios, ativos muito valiosos para continuarem subaproveitados”.

Greve já dura um mês

Os funcionários da estatal decretaram greve no dia 17 de agosto, reclamando “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia. Os trabalhadores também são contra a privatização dos Correios.

A expectativa é que fim da greve chegue na próxima segunda-feira, 21, quando caso será julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho.

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