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Previdência privada vale a pena? Entenda o que considerar na análise

Fabíola Thibes
Fabíola Thibes
duas cadeiras de frente para o mar representando a aposentadoria após a previdência privada valer a pena

A melhor forma de saber se a previdência privada vale a pena é avaliar as características dos planos. Leia o artigo!

Previdência privada vale a pena? Entenda o que considerar na análise

Você pensa sobre sua aposentadoria, mas tem dúvidas se a previdência privada vale a pena? Essa é uma dúvida comum. Afinal, é preciso garantir um futuro tranquilo, mas nem sempre parece fácil fazer isso.

Em 2019, 42% dos brasileiros investiram em algum produto financeiro, inclusive a previdência privada.

Por outro lado, apenas 4% dos brasileiros conhecem os planos disponíveis. Em relação aos investimentos nessa modalidade específica, o total ficou em 5%. Os dados são do Raio X do Investidor Brasil 2020, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

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O relatório mostra bem que há falta de conhecimento, o que leva à dúvida se a previdência privada vale a pena. Para analisar essa questão, criamos este artigo com as principais informações. Acompanhe!

O que é a previdência privada?

A previdência privada é um fundo de investimento caracterizado para o longo prazo, com o objetivo de incrementar a aposentadoria do INSS.

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Apesar de ser disponibilizada há vários anos, essa modalidade passou a ser mais procurada com a Reforma da Previdência.

Os fundos de investimento são aplicações financeiras que funcionam como um condomínio: você adquire uma cota (apartamento) e o dinheiro vai para um fundo comum.

O montante é administrador por um gestor especializado (síndico) e você recebe apenas o retorno na data de vencimento. Cada gestor aplica os valores de acordo com uma política estabelecida.

Assim, a modalidade é uma alternativa à previdência do INSS. Por isso, o foco é o longo prazo. De toda forma, o valor pode ser utilizado para a conquista de vários objetivos, ou seja, não é específico para a aposentadoria.

Depois de fazer o investimento inicial, também é indicado fazer aportes mensais. Desse modo, você aumenta o valor da remuneração e a ser recebido ao final.

Como os planos funcionam?

Para saber se a previdência privada vale a pena, é preciso conhecer os dois planos disponíveis. As opções são:

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PGBL

É o Plano Gerador de Benefício Livre, que permite a dedução de até 12% da renda tributável na declaração completa do Imposto de Renda (IR).

Por isso, é indicado para quem entrega o formulário inteiro ou pretende investir até 12% da sua renda. 

Como é feito esse abatimento anual, há cobrança de IR sobre o montante total no momento do resgate. Isso significa que a incidência é válida para o investimento inicial, os aportes e a remuneração.

VGBL

É o Vida Gerador de Benefício Livre. Não é possível fazer deduções. Por isso, é indicado para quem tem uma renda mais baixa ou quer investir mais do que 12% da sua renda tributável.

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Além disso, é recomendado para quem entrega o formulário simplificado do IR.

Se você quer entender mais a fundo, leia: PGBL ou VGBL: entenda as diferenças e saiba qual é o melhor plano de previdência privada.

Como é feita a tributação?

A tributação do plano depende do fundo de previdência privada escolhido.

Geralmente, são cobradas taxas de administração e carregamento. A primeira é voltada para a gestão feita. A segunda, para os aportes realizados.

No entanto, existem alternativas que isentam uma das taxas ou cobram percentuais baixos.

Além disso, é preciso escolher a tabela de tributação do IR. Ela pode ser progressiva ou regressiva. A primeira tem uma alíquota alta para quem ganha mais. Em 2020, as alíquotas são de acordo com a renda:

  • renda até R$ 1.874,92: isento;
  • entre R$ 1.874,93 e R$ 2.789,81: 7,5%;
  • de R$ 2.789,82 a R$ 3.706,39: 15%;
  • entre R$ 3.706,40 e R$ 4.614,46: 22,5%;
  • acima de R$ 4.614,47: 27,5%.

Por sua vez, a tabela regressiva tem uma alíquota atrelada ao tempo de duração do investimento. Veja como fica:

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  • até 2 anos: 35%;
  • de 2 a 4 anos: 30%;
  • a partir 4 a 6 anos: 25%;
  • de 6 a 8 anos: 20%;
  • de 8 a 10 anos: 15%;
  • acima de 10 anos: 10%.

Contratar um plano de previdência privada vale a pena?

A contratação do PGBL ou do VGBL depende da consideração de vantagens e desvantagens.

É fundamental pensar nos dois aspectos antes de decidir se a previdência privada vale a pena. Por isso, vamos trazer os benefícios e as dificuldades dessa modalidade de investimentos.

Vantagens

O fundo de previdência privada tem planos personalizados e voltados para médio e longo prazo.

Você contrata aquele que traz mais vantagens para a sua vida financeira. Por exemplo, se apresenta o formulário completo do IR, é interessante contar com o PGBL para fazer a dedução anual.

Além disso, os planos são flexíveis e podem ser transferidos para outra instituição, caso os resultados sejam piores do que o esperado.

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O gestor especializado também é um ponto positivo, já que você pode investir sem se preocupar diária ou mensalmente com os resultados.

Por fim, a previdência privada é uma forma de ter mais disciplina. Você se educa financeiramente e começa a poupar, porque vê resultado. Com o tempo, terá um bom retorno, que vai garantir um futuro mais tranquilo.

Desvantagens

Por outro lado, a previdência privada também exige alguns cuidados.

Um aspecto negativo são as taxas cobradas. Quanto mais altas elas forem, pior. A tributação também exige atenção. Como existem duas tabelas — a progressiva e a regressiva —, é fácil escolher errado e ter problemas.

Por isso, é preciso pensar bem antes de decidir a melhor alternativa de tributação. Ainda é necessário considerar a composição do fundo. O gestor pode aplicar em diferentes ativos, tanto da renda fixa quanto da variável. Isso significa que pode haver mais ou menos riscos.

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A renda fixa é composta por ativos conservadores, que oferecem maior certeza de retorno, mas um potencial de remuneração mais baixo. Por isso, é indicada para quem tem baixa tolerância a perdas.

Já a renda variável abrange ativos mais arriscados. Você nunca sabe quanto vai receber ao final. Por isso, existe um potencial de perdas maior, mas o de ganhos também é. É indicado para quem prefere a rentabilidade.

Por esse motivo, é importante avaliar as políticas do fundo para saber se a previdência privada vale a pena.

Além disso, existe a carência, ou seja, um período mínimo em que os valores não podem ser resgatados.

Para contratar o seu plano, é preciso entrar em contato com uma instituição financeira que ofereça essa modalidade.

Analise as taxas e compare as características. Desse modo, você tem mais chance de alcançar bons resultados e ver que, em muitas situações, a previdência privada vale a pena.

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