O preço do arroz deve subir ainda mais, pelo menos é o que afirma a Associação Paulista de Supermercado (Apas), por meio do presidente Ronaldo do Santos.

Segundo ele, os próximos dois meses deverão ser marcados por alta, caso o consumo se mantenha no ritmo atual.

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Preço do arroz deve subir ainda mais caso consumo se mantenha

Em entrevista à Folha de S. Paulo, foi dito que caso a saca de 50 kg se mantenha na faixa de R$ 100, em um período de 30 a 60 dias, é possível ver o repasse total ao consumidor no varejo.

Dessa forma, a tendência é de alta, “mas não em cima dos R$ 40 que estão comentando”, diz Santos.

Ainda segundo o presidente, o preço médio do pacote do alimento vendido nos supermercados de São Paulo é R$ 20, e poderia aumentar para cerca de R$ 30 no prazo.

Os supermercados ainda não repassaram todo o valor do alimento da indústria à gôndola, afirma Santos. Então, caso as compras sigam nos níveis atuais, “o varejo terá de acessar novos estoques e um repasse seria inevitável, já que o preço na origem deve se manter na atual faixa no curto prazo”.

Aumento no preço do arroz chegou aos 25%

Conforme já noticiamos, o aumento no preço do arroz chegou aos 25%, atingindo o patamar de R$ 40 reais por um pacote de 5 kg.

O valor pode ser visto em sites, como o da Americanas, e em mercantis em diferentes cidades no Brasil. Normalmente, supermercados vendem o produto por aproximadamente R$ 15.

Conforme o departamento de Economia Aplicada da USP, houve um aumento de 100% nos últimos 12 meses. Os especialistas já acreditavam na alta nos próximos meses e a Apas confirmou a expectativa.

Dessa forma, é possível que o bolso do consumidor sofra ainda mais.

Carrefour limita quantidade de compra de produtos

A rede de supermercados Carrefour limitou a quantidade de compra de produtos feitas por clientes em algumas unidades específicas.

Essa decisão está sendo feita em razão da alta de preços que ocorre na economia brasileira atualmente. A medida vale para itens da cesta básica, mais impactados pelo crescimento.

Em nota, a rede de supermercados afirmou que está se mobilizando para seguir oferecendo os itens essenciais da cesta básica para os brasileiros a preços justos.

De toda forma, para que seja possível atender ao maior número de clientes possível, algumas unidades do Carrefour estarão com limitações ao vender os itens mais impactados.

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