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Quanto menor o prazo de investimento, pior a análise de rentabilidade, aponta estudo

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado
Gráfico e calculadora representando prazo de investimento.
Estudo mostra que quanto menor o prazo de investimento e menor o tempo para uma nova mudança de carteira, pior é a análise resultado.

Quanto menor o prazo de investimento e menor o tempo para uma nova mudança de carteira, pior é a análise resultado – ainda que com bom produtos em sua composição. Essa é a conclusão de um estudo feito pela Pandhora Investimento.

De acordo com a pesquisa, o retorno dos últimos doze meses costuma ser a métrica mais utilizada para analisar investimentos. Entretanto, para eles, isso pode causar um “enviesamento” no processo de escolha, que deve ser feito com cautela, sobretudo neste momento de crise.

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Utilizando como exemplo o caso a revista Sports Illustrated e o comparando com fundos, o estudo mostra um investimento que retorna à sua média original de rendimento logo após resultados positivos pontuais. Esse movimento costuma ser visto como um fracasso quando, na verdade, é uma oscilação comum, mas mal observada.

A solução para isso pode ser um maior prazo de investimento. “O investidor que olha intervalos mais longos de tempo e troca menos a carteira evita resultados enviesados, se protegendo com maior eficácia do efeito de regressão à média”, explica o estudo.

Por consequência, analisar janelas curtas de performance pode causar leituras incorretas da amostra e, com isso, aumentar esse efeito de regressão à média.

Exemplo prático com maior prazo de investimento

O estudo simulou carteiras que representam diferentes formas de escolher fundos de investimento. Os períodos de observação foram de 2016 a 2020.

As carteiras de 36 meses apresentaram uma performance mais consistente que as metodologias de janelas mais curtas. Conforme se aumenta a janela de retorno, melhores os indicadores da carteira e menores os efeitos de regressão à média.

No caso de um rendimento trimestral, o valor do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) em três meses foi de 53% e o retorno foi de 0,3x. Em doze meses, 93% e 0,57x. Por fim, em 36 meses, de 118% e em 0,76x.

Um efeito semelhante acontece no investimento anual. Em três e doze meses, o CDI é de 110% e o retorno de 0,70x. Em 36 meses, por sua vez, de 135% e 0,91x.

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