PIX: entenda melhor como funcionará o novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central

Até agora, as transferências entre diferentes instituições financeiras são feitas por meio de Transferências Eletrônicas Disponíveis (TED) e Documentos de Ordem de Crédito (DOC).

Já os pagamentos de contas podem ser realizados via boleto bancário, dinheiro vivo, cheque ou cartão.

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Acontece que algumas dessas transações eletrônicas podem incorrer em custos para o usuário, além de em alguns casos levarem dias para ser concluídas.

Um boleto bancário, por exemplo, pode custar de R$ 1 a R$ 10 e uma TED pode custar entre R$ 8 e R$ 16. Ademais, o DOC ainda leva um tempo para se concretizar.

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É nesse contexto que o Banco Central (BACEN) iniciou em 2018 um projeto para implantar o PIX, o novo sistema instantâneo de pagamentos que deve começar a operar em 16 de novembro de 2020.

A nova ferramenta irá permitir pagamentos todos os dias da semana, incluindo fins de semana e feriados, 24 horas por dia e as transações vão ser realizadas em até 10 segundos!

O PIX vai possibilitar pagamentos e transferência todos os dias do ano, de forma prática, quase que instantânea, econômica e segura.

Entenda de vez como essa nova ferramenta irá funcionar e quais são os impactos sobre as transações financeiras.

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Principais problemas dos métodos de pagamentos tradicionais

Antes de propor o PIX, o Banco Central identificou os maiores problemas nos sistemas de pagamentos e transferências atuais:

Elevada utilização de dinheiro em espécie

O relatório sobre meios de pagamento da Fisher apontou que o uso de dinheiro em espécie representa mais de um terço do consumo privado brasileiro, embora seu uso esteja diminuindo.

Este método de pagamento gera custos com a criação, logística e a destruição do numerário, além de proporcionar maiores margens para a lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e corrupção.

Elevado custo das bandeiras de cartão

Os cartões de crédito e débito apresentam elevados custos de operação para os vendedores e os recursos das vendas podem demorar para serem recebidos.

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Uma compra no crédito à vista, por exemplo, pode demorar até um mês para cair na conta do vendedor.

Se a compra for parcelada, os depósitos acompanham as parcelas, gerando um custo substancial caso o vendedor queira antecipar o recebimento dos valores.

Dificuldade, ineficiência e alto custo de transferências eletrônicas entre os bancos

As principais formas de transferir dinheiro entre os bancos são via TED e DOC.

Essas ferramentas necessitam de elevado número de informações (nome, agência, CPF/CNPJ etc.) que o usuário deve preencher para identificar o destinatário dos recursos, o que eleva a possibilidade de erro de informação, fazendo com que a operação não se concretize.

Além disso, essas transferências costumam apresentar tarifas elevadas (entre R$ 8 e R$ 16) e restrição de dias e horários para realizar as operações.

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Em resumo: esses mecanismos de transferências interbancários oferecem uma péssima Experiência de Usuário (User Experience, UX).

Tendo em vista estes problemas, os pagamentos instantâneos oferecem uma solução prática para eles, além de oferecer uma série de vantagens e comodidades para o usuários.

Agora, vamos entender um pouco mais sobre os pagamentos instantâneos.

Pagamento instantâneo

O mercado de meios de pagamento está evoluindo num ritmo cada vez mais acelerado.

Novas tecnologias e modelos de negócio deverão revolucionar a forma como as compras e as demais transações financeiras irão acontecer.

Várias empresas e fintechs têm desenvolvido soluções cada vez mais focadas na experiência do usuário, tornando as transações mais interoperáveis, inclusivas, rápidas e econômicas.

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Nesse sentido, os pagamentos instantâneos devem despontar como uma dessas inovações revolucionárias, proporcionando:

  • pagamentos e transferências são liquidadas em tempo real;
  • disponibilidade de operação durante 24 horas por dia, 7 dias por semana;
  • redução de custos;
  • e necessidade apenas de um celular com o aplicativo instalado e uma câmara funcionando.

O que é o PIX?

Imagem representando o sistema de pagamento instantâneo PIX

O PIX é o novo sistema de pagamentos instantâneos anunciado pelo Banco Central.

Ele foi criado para facilitar transações financeiras como transferências entre diferentes contas, pagamento de boletos e muito mais.

Como já mencionando, a TED e o DOC, por exemplo, apresentam restrições quanto a horários, dias e quantias, além de normalmente incorrer em elevados custos.

O PIX, por sua vez, vai permitir que as transações sejam realizadas quase que instantaneamente, em qualquer dia e horário, ainda apresentando uma redução nos custos das operações.

No entanto, esta nova ferramenta não deve resultar na extinção de TEDs, DOCs e outras formas de realizar transações, porque muitas maneiras de pagamento não sumiram completamente com o advento de novas tecnologias mais práticas e baratas, a exemplo dos cheques.

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Mesmo assim, todas as instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas serão obrigadas a oferecer este serviço, o qual já tem data para começar a operar: 16 de novembro de 2020.

Como o PIX irá funcionar?

Para realizar transações pelo novo sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central, os usuários que querem transacionar (pagar ou receber) devem possuir uma conta em uma instituição (banco, fintech, instituição de pagamento etc.) que aderiu ao novo sistema de pagamento instantâneo.

Veremos adiante como os pagamentos podem ser feitos.

Chave de endereçamento

O pagamento pode ser realizado por meio da inserção manual dos dados do recebedor.

Esta modalidade é similar ao que ocorre hoje quando você vai fazer uma transferência bancária.

Essa chave pode ser composta por informações que vinculam o recebedor com a sua respectiva conta PIX, como telefone, e-mail ou CPF/CNPJ.

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Por meio dela, o Banco Central poderá identificar a conta para poder, então, validar a operação.

QR Code

imagem mostrando o que é um QR Code

Este tipo de código pode ser lido por qualquer smartphone que tenha uma câmera e acesso à internet.

Por se tratar de um código visual, pode ser disponibilizado em formato digital ou até mesmo impresso.

Essa tecnologia pode ser utilizada por qualquer tipo de usuário, seja ele uma pessoa física ou jurídica, e a transação realizada entre as contas fica disponível em segundos para o recebedor.

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O pagamento via QR Code já é uma realidade oferecida por muitos players do mercado. Como exemplo podemos citar alguns:

  • AME (B2W), PicPay (Banco Original), Mercado Pago (Mercado Livre), Cielo Pay (Cielo), Inter Pag (Banco Inter), entre outros.

As transações por meio do PIX poderão acontecer por meio de QR Codes Estáticos e Dinâmicos.

Inclusive, o PicPay é um dos app que estão na nossa lista: 37 Aplicativos para ganhar dinheiro e superar a crise ou simplesmente para obter uma boa renda extra.

QR Code estático

Este QR Code permite definir um preço fixo para produtos, ou a inserção do valor pelo pagador.

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Também pode ser usado em transações como uma transferência entre duas pessoas, por exemplo.

Este modelo é ideal para pequenos varejistas, prestadores de serviços e pessoas físicas.

QR Code dinâmico

O QR Code dinâmico vai poder apresentar informações específicas para cada transação, além de permitir que dados adicionais sobre determinada transação sejam incluídos.

Dessa forma, este modelo de QR Code é mais funcional para o pagamento de compras.

Além de mostrar o valor da transação, o QR Code dinâmico permite incluir outras informações como, por exemplo, a identificação do recebedor.

Esses QR Codes podem ser gerados pelo sistema para diversas transações, facilitando a automação comercial.

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Quais as vantagens dos pagamentos instantâneos, como o PIX?

  • Redução das taxas de transações: com essa nova tecnologia, o número de intermediários financeiros será reduzido, levando a um menor custo operacional, o que pode refletir em um menor custo do produto.
  • Crédito instantâneo: o dinheiro da transação cai na conta do recebedor quase que instantaneamente em qualquer dia e horário.
  • Praticidade, facilidade de uso e segurança: como as transações podem ser realizadas necessitando apenas de um celular e um código identificador, fica muito fácil para qualquer pessoa ou empresa transacionar por meio desta ferramenta, inclusive evitando erros. Além disso, com a transação instantânea, o sistema de pagamentos pode ser facilmente sincronizado com o serviço de liberação de mercadorias, evitando fraudes.
  • Geração de dados: permite uma geração de informação relacionadas às transações que podem ser uma nova fonte de receita para as empresas ou uma fonte de informação para conhecer melhor o usuário.

Conclusão sobre o PIX

A chegada do PIX, sem dúvidas, vai ajudar a modificar o sistema de pagamentos e transferências no Brasil.

É bem provável que ele não acabe com os tipos de tecnologia já existentes, como DOC e TED, mas com certeza vai ser bastante útil e muito utilizado.

Principalmente, pela praticidade e por diminuir os custos nas transações. Afinal, quem não gostar de fazer as coisas de modo mais fácil e ainda poupar dinheiro?

Agora, se você quer economizar muito mais e todos os meses, a dica é que comece a utilizar o Mobills.

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