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PIX desafia indústria financeira a se reinventar no mercado

Karina Carneiro
Karina Carneiro
pix desafia indústria

O PIX desafia indústria a reinventar a maneira como disponibiliza serviços financeiros aos consumidores diante de um novo cenário mercadológico

Previsto para ser lançado em 16 de novembro, o PIX, sistema de transferência instantânea lançado pelo Banco Central, desafia o mercado financeiro como um todo, tanto para o consumidor como para a indústria. 

Os impactos que a plataforma pode proporcionar vão além da economia de tarifas e chegam na substituição de métodos de pagamentos como o boleto bancário, podendo mudar a experiência de consumo no débito e no dinheiro em espécie. 

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Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, apenas em 2019 esse setor movimentou cerca de R$ 1,8 trilhão. 

O UOL Economia realizou reportagem analisando este cenário. Confira abaixo os principais pontos. 

PIX desafia a indústria diante dos consumidores

Atualmente, o mercado financeiro vem passando por uma transformação gradual. Nesse cenário, os consumidores de modo geral começam a migrar seus serviços para instituições totalmente digitais e com tarifas reduzidas nos serviços bancários. 

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Dessa maneira, a experiência de transferência de recursos por meio do PIX promete revolucionar a maneira como o brasileiro lida com seus pagamentos. Isso porque a plataforma do Banco Central é capaz de substituir o dinheiro em espécie, os DOC’s, TED’s e boletos. 

Os clientes poderão utilizar a chave PIX para ter acesso ao serviço, não sendo mais necessário digitar dados bancários do destinatário.

No caso da pessoa física, será possível criar diferentes chaves PIX, que podem variar de acordo com a instituição financeira utilizada.

Até o momento, alguns bancos e fintechs já iniciaram o pré-cadastro do sistema, como PicPay, Nubank e Banco Inter

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Substituição dos pagamentos

Como falamos anteriormente, o PIX poderá substituir os métodos de pagamentos que utilizamos atualmente sem grandes dificuldades. 

No caso do boleto, o pagamento ocorrerá por meio de uma carteira digital ou do aplicativo bancário. 

No caso de uma compra pela internet, por exemplo, bastará escanear o QR Code para efetivar a transação. Aplicativos como PicPay e Mercado Pago utilizam mecanismo semelhante.

PIX para as empresas da indústria financeira

Para alguns especialistas, como Felipe Ahouagi, especialista em meios de pagamento da consultoria L.E.K, a maior vantagem do PIX fica direcionada para os consumidores.

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Isso porque a modalidade não será gratuita para a pessoa jurídica, mesmo que não seja tarifado para realizar transações online.

Nesse caso, o empreendedor precisaria arcar com tarifas menores que a do mercado atual, mas não conseguiria ser totalmente isento como o consumidor pessoa física.

“Como esse deverá ser o método de pagamento do futuro, o estabelecimento comercial precisa ter o interesse em se adequar às novas mudanças, assim como os profissionais autônomos”, avalia Ahouagi em entrevista à Uol Economia. 

Além disso, médias e grandes varejistas também devem adotar o PIX em seus estabelecimentos o quanto antes, levando em consideração a possibilidade do consumidor por realizar saques em espécie nesses locais. 

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Inclusive, o especialista em meios de pagamentos da consultoria Roland Berger João Bragança, disse na mesma reportagem que grandes nomes do mercado já estão preparadas para lidar com essa demanda.

“Empresas como Via Varejo (responsável pela Casas Bahia), Lojas Americanas com a Ame e a Magazine Luiza já atuam diretamente neste mercado, e certamente seriam impulsionadas com o PIX”, analisa.

Quais seriam os impactos na cadeia financeira?

Entre os principais prejudicados deste novo cenário financeiro, as operadoras de maquininhas de cartões certamente estão entre as que tirariam a menor vantagens desses recursos.

Afinal, com a disponibilização desses novos métodos de transacionar dinheiro, os cartões podem começar a ser substituídos por essas novas soluções ao longo dos anos. 

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Bragança comentou que, diante de um cenário de sucesso do PIX, seria possível fazer o cálculo de uma queda de até 60% em vendas e aluguel de máquinas de cartões, resultando em uma perda de R$ 9 bilhões em receitas para o setor. 

A regulamentação do Banco Central para a implantação do PIX se torna facultativa desde que o banco ou fintech tenha menos de 500 mil clientes cadastrados em sua base. 

Nesse caso, o PIX desafia a indústria a se reinventar como um todo. Um exemplo é a Stone, que iniciou no mercado como uma empresa de máquinas de cartões e atualmente disponibiliza até mesmo uma conta digital para pessoas físicas e jurídicas que utilizam seus serviços. 

Caso queira ler a reportagem completa, clique aqui.

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