O Banco Central divulgou o Boletim Focus nesta segunda, dia 22 de junho. A previsão era de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,51%. No entanto, os resultados mais recentes fizeram a projeção mudar para 6,5%.

A mudança de apenas 0,1 ponto percentual é importante devido ao período da pandemia do novo coronavírus, mas ainda sinaliza um cenário de grave recessão econômica. Apesar disso, a previsão no mês anterior estava em 5,89%. Para 2021, a expectativa permanece sendo de um crescimento de 3,5%.

Outros dados considerados no relatório

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC–Br) foi divulgado alguns dias antes do Boletim Focus. Segundo o levantamento feito, a retração foi de 9,73% em abril, quando comparado a março.

A produção industrial, por sua vez, apresentou queda de 5,5%. Antes, o resultado era de 5,4%. Em maio, a projeção era de 3,68%.

Outra informação do Boletim Focus foi relativa à relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Antes era de 65,61%. Agora está em 66,2%. Isso significa que o comprometimento do total das riquezas produzidas no País é maior.

Portanto, a dívida do Brasil deve aumentar e afetar também a confiança dos investidores. É importante mencionar que as revisões para baixo já surgiam desde fevereiro de 2020, antes do primeiro caso de COVID-19 ser relatado em São Paulo.

Mais expectativas para o ano

Vários setores já sofrem os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus. A queda na demanda já registrada é derivada da deterioração do mercado de trabalho formal e informal, assim como das medidas de distanciamento social.

Para ter uma ideia, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a abril mostram que nesse mês foram fechados 860,5 mil postos de trabalho. No total, já foram finalizadas 1,1 milhão de vagas.

Com isso, economistas do Banco Central acreditam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mensura a inflação oficial do País, feche 2020 em 1,61%. O índice está abaixo da meta, que é de 4%.

Esse cenário deve levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a abaixar ainda mais a taxa básica de juros da economia, a Selic. Em maio, ela foi reduzida para 3%. Em junho, caiu para 2,25%. No entanto, o comunicado divulgado pelo Banco Central sinaliza a possibilidade de uma nova diminuição, dessa vez de 0,25 ponto percentual.

O dólar, por sua vez, deve ficar com o câmbio em R$ 5,20. Na prática, esse contexto deixa mais caro importar mercadorias e viajar. Com isso, o preço de alguns produtos deve permanecer elevado para alguns produtos. Para 2021, a expectativa é que o dólar fique em R$ 5.

O mais relevante do Boletim Focus divulgado no dia 22 de junho foi a interrupção da sequência de queda do PIB. Isso pode sinalizar que o pior para a economia já passou.

E você, acredita que um cenário melhor está por vir? O que achou dos resultados do Boletim Focus? Deixe seu comentário!