Pandemia não desacelera o crédito imobiliário; entenda

A pandemia não desacelera o crédito imobiliário, enquanto o aluguel aumenta por causa do IGP-M. Entenda as oportunidades do cenário.

Amanda Gusmao
Amanda Gusmão

A pandemia não desacelera o crédito imobiliário que, de janeiro a setembro, teve um crescimento de 44% em relação ao mesmo período em 2019.

Nessa onda, o crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiu R$ 12,9 bilhões em setembro.

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Se comparado com o mesmo mês do ano anterior, essa alta corresponde a um aumento de 70,1%, um recorde de acordo com a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

Pandemia não desacelera crédito imobiliário: veja impactos no reajuste do aluguel

O crédito imobiliário relaciona os empréstimos para a compra e construção de imóveis. Portanto, afeta boa parte das relações comerciais do setor imobiliário, ainda que seja na forma como os investidores tomam suas decisões.

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A maioria dos contratos de aluguel, por exemplo, tem correção pelo Índice Geral de Preços-Mercado, o IGP-M.

De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a prévia de outubro teve um registro de inflação de 2,92%, valor inferior à prévia do mês anterior de 4,57%.

Já no caso do índice acumulado, o movimento foi de subida, atingindo 20,56% nos últimos 12 meses de acordo com a prévia de outubro.

Essa alta generalizada está associada ao aumento da cotação do dólar em 2020, assim como os preços das negociações de commodities, que afetam o pacote de produtos de referência do IGP-M.

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O vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Adriano Sartori, falou à Exame sobre o assunto.

Segundo ele, “os preços do mercado imobiliário são pouco representados no indicador (IGP-M). O dólar e até a alta do arroz entram na conta”.

Crescimento da oferta e tomada de crédito imobiliário

Se o aluguel está aumentando, existem outras oportunidades no mercado que contribuem com o maior volume de contratação do crédito imobiliário.

A combinação da oportunidade de compra de imóveis baratos com juros baixos para a contratação de crédito pode ser um dos motivos.

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O indicador FipeZap dos últimos 12 meses ajuda a mostrar esse cenário de oportunidade da compra de imóveis.

FipeZap de venda
fonte: https://fipezap.zapimoveis.com.br/
Tabela FipeZap de locação
fonte: https://fipezap.zapimoveis.com.br/

Nele, os preços de venda de imóveis mostram uma queda, enquanto os valores do aluguel continuam subindo.

Taxa Selic baixa

Se o IGP-M sobe e aumenta os preços do aluguel, a taxa básica de juros baixa influencia os juros dos financiamentos imobiliários das instituições financeiras.

Dessa maneira, as linhas de crédito para quem deseja comprar um imóvel e sair do aluguel estão mais baratas, assim como o volume disponível para financiamento.

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Momento favorável para a compra

O mercado imobiliário estava em aceleração antes da pandemia, mas com o cenário de incertezas econômicas e políticas, muitos interessados estavam aguardando um momento mais favorável.

Com a pandemia, essa demanda ficou ainda mais reprimida, mas, depois dos incentivos governamentais e reduções da taxa Selic, o mercado reaqueceu. Houve, inclusive, mudança de comportamento e uso do imóvel, já que muitos brasileiros passaram a trabalhar em home office.

Crédito com garantia para as instituições financeiras não desacelera com pandemia

Outro motivo favorável à liberação e crescimento do crédito imobiliário é o seu público-alvo.

Os brasileiros com maior poder aquisitivo, em sua maioria, não perderam suas linhas de crédito pré-aprovadas.

Além disso, vale lembrar que na maioria dos contratos de financiamentos, o bem permanece em alienação fiduciária em nome da instituição financeira até o fim do contrato, o que também é uma garantia para bancos e financiadoras e reduz os custos do produto de crédito.

A notícia de que a pandemia não desacelera o crédito imobiliário ajudou a enxergar oportunidades para sair do aluguel e comprar um imóvel? Então, assine a newsletter do iDinheiro e continue recebendo mais conteúdos estratégicos para suas finanças.

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