Pagamento pelo WhatsApp será aprovado. É o que afirma o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após um período de suspensão do recurso.

De acordo com informações divulgadas em um fórum da Bloomberg na última quarta-feira, 2, o avanço tem sido feito por meio de conversas.

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A principal preocupação do Banco Central está relacionada à competição e concorrência, além da segurança dos dados dos usuários.

Pagamento pelo WhatsApp será aprovado após período de incerteza

Menos de uma semana depois de anunciar sua operação de pagamento no Brasil, ainda em junho, o serviço foi suspenso pelo Banco Central.

A justificativa foi a necessidade de avaliar riscos das transações financeiras. Principais pontos de atenção estavam relacionados ao processo de segurança dos dados dos usuários que fizessem transações pelo aplicativo, além da concorrência.

Já em agosto, logo no início do mês, o BC liberou testes com novos emissores e credenciadores de pagamento via WhatsApp.

Anteriormente, os testes estavam concentrados em empresas como o Banco do Brasil, Cielo, Nubank e Sicredi. Em agosto, Mastercard e Visa entraram com um pedido de autorização para conduzir os testes de integração.

A questão da concorrência, um dos pontos principais de impedimento do processo, está relacionada ao Facebook.

Isso acontece porque o WhatsApp faz parte do grupo Facebook, que atualmente concentra a maior parcela do mercado interessado nos serviços em um único ambiente.

Tamanho da proposta também foi impedimento

Um outro impedimento para a liberação, ainda em junho, foi relacionado ao tamanho da proposta. De acordo com o BC, o arranjo foi grande, “com mais de 100 milhões de pessoas, então poderia influenciar o mercado”.

Nesse sentido, foi solicitado ao grupo para que seguissem a trilha normal de autorização, assim como funciona em qualquer outro acordo.

Na época, a operação de pagamento não foi comunicada de maneira prévia, possibilitando “danos irreparáveis ao SPB notadamente no que se refere à competição, eficiência e privacidade dos dados”. Fala foi divulgada em texto divulgado em junho.

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