Onde investir 100 mil reais? 9 opções de investimentos!

Para saber onde investir 100 mil reais, é preciso conhecer as possibilidades e a sua realidade financeira. Entenda mais neste post e saiba decidir!

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Melissa Nunes

Você ficou um tempo juntando dinheiro e agora quer saber onde investir 100 mil reais. A primeira boa notícia é que existem várias possibilidades!

Esse é um montante significativo. Por isso, qualquer aplicação financeira pode ser escolhida. Por outro lado, é preciso fazer uma boa análise. Caso contrário, você pode ter problema para gerar renda passiva.

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Neste post, vamos explicar todos esses fatores para que você tenha o máximo de retorno com a maior segurança possível. Continue lendo!

Onde investir 100 mil reais?

Nem todo mundo sabe onde investir 100 mil reais. Isso é normal. Entre janeiro e março de 2021, a renda per capita ficou em R$ 995 por mês no Brasil. Isso resulta em R$ 11.940 por ano. Ou seja, desconsiderando qualquer gasto, seria preciso juntar dinheiro por mais de 8 anos para chegar a R$ 100 mil. Sem entrar em outros questionamentos, fica claro que isso seria praticamente impossível.

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No entanto, você tem uma situação financeira melhor e pode escolher. Com esse capital já em mãos, chega o momento de avaliar as opções de investimento disponíveis.

De modo geral, seria possível escolher qualquer um deles. No entanto, é pouco recomendado definir apenas uma aplicação financeira. Afinal, a regra de ouro do mercado financeiro é a diversificação. Na prática, isso significa alocar o capital em diferentes modalidades para potencializar seu rendimento e diminuir os riscos.

Dentro desse conceito, é preciso saber que existem dois principais tipos de categorias de aplicação financeira. Saiba quais são elas a seguir.

Investimentos mais conservadores

São as aplicações financeiras que apresentam menos risco. Normalmente, fazem parte da chamada renda fixa.

A vantagem dos investimentos conservadores é que eles trazem retorno com um potencial de segurança maior. Por outro lado, o rendimento tende a ser mais baixo do que ouras modalidades. Por isso, essa opção é mais indicada para quem não quer perder dinheiro. Ela também é recomendada para os seguinte casos:

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Perceba que todas essas situações focam na preservação do capital investido. Portanto, se esse é o seu intuito, conheça as alternativas de investimentos conservadores.

1. Tesouro Direto

É a modalidade mais conservadora do mercado. É formada pelos títulos públicos, que são emitidos e negociados pelo governo federal.

O Tesouro Direto oferece as seguintes opções:

  • Tesouro Prefixado, com e sem pagamento de juros semestrais: tem remuneração acordada previamente. É indicado para períodos em que a tendência é haver queda da taxa básica de juros, a Selic;
  • Tesouro IPCA+, com e sem pagamento de juros semestrais: está atrelado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial do Brasil. Oferece sempre um ganho real, porque o retorno é lastreado pela inflação mais um percentual. Por exemplo, IPCA + 3,5% ao ano;
  • Tesouro Selic: tem o retorno derivado da variação da Selic. É o único título público que não traz perdas em caso de resgate antecipado. Recomendado para períodos em que a taxa básica de juros tende a aumentar.

É possível investir no Tesouro Direto a partir de R$ 30, desde que esse percentual corresponda a 1% ou mais do título. A liquidez é elevada, o que significa que você pode sacar o seu dinheiro quando quiser.

Há cobrança de Imposto de Renda (IR), conforme a tabela regressiva. As alíquotas são:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

Pode incidir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No entanto, é cobrado somente em caso de resgates antes de 30 dias.

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2. CDB, LCI/LCA

São títulos privados. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é emitido pelos bancos para captar recursos com a finalidade de emprestar a outras pessoas.

Por sua vez, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são voltadas para a alocação em projetos desses setores específicos.

Para o investidor, pouco muda. As três aplicações financeiras são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Assim, você tem seu capital preservado em caso de calote ou falência até o limite de R$ 250 mil por banco por CPF, com o máximo de R$ 1 milhão.

Normalmente, esses títulos têm baixa liquidez, ou seja, é preciso esperar até o vencimento para sacar o dinheiro. Por sua vez, a remuneração é pós-fixada e varia de acordo com algum indexador, que costuma ser o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Esse indicador é formado pela média das operações entre os bancos. Seu resultado ser um pouco abaixo da Selic.

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A diferença entre CDB e LCI/LCA é o IR. O CDB sofre a incidência desse imposto. Enquanto isso, LCI e LCA não têm.

3. Fundos de renda fixa

São aplicações financeiras que reúnem vários investidores para aplicarem em diferentes ativos. A proporção é de 80% ou mais para títulos da renda fixa e o restante para a renda variável.

A vantagem dos fundos é que eles têm uma gestão especializada, exercida por um profissional. Assim, você precisa somente adquirir as cotas. A responsabilidade de aplicar o dinheiro fica com a administração.

Outro benefício é o fato da carteira ser formada por diferentes ativos. Isso ajuda a aumentar o potencial de retorno.

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Já o cuidado é com as políticas do fundo e sua sustentabilidade. Assim, é recomendado pesquisar e se informar antes de investir.

4. Fundos multimercado

Funcionam da mesma maneira de outros fundos. Porém, a alocação de recursos ocorre em vários mercados, por exemplo, de ações, cambial, de renda fixa e mais. Ao contrário dos fundos de renda fixa, não há percentual mínimo a ser alocado em títulos específicos, o que contribui para sua variedade.

Dessa foram, os fundos multimercado são bastante diversificados. Além disso, vários deles aplicam um percentual significativo na renda fixa. Por isso, eles tendem a ser mais conservadores.

Investimentos mais arrojados

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Aqui, o foco é potencializar o retorno, mesmo que isso implique mais riscos. Normalmente, esses investimentos fazem parte da renda variável e, portanto, estão mais sujeitos às oscilações do mercado. Por isso, em um mesmo dia, você poderá ver que está tendo lucro e prejuízo. Tudo depende do momento que olhar o rendimento.

Devido à volatilidade, os investimentos arrojados são mais indicados para quem já tem uma reserva guardada e quer aumentar sua rentabilidade. Mas é preciso saber que prejuízos podem acontecer.

Entre os principais investimentos arrojados, estão:

1. Fundos de ações

São aqueles com carteira formada por 67% ou mais de:

  • ações;
  • certificados de depósitos de ações;
  • recibos de subscrição;
  • cotas de fundos de índices de ações.

O restante é aplicado em outras modalidades da renda fixa e variável. Pode ser um bom começo para quem ainda não sente segurança em atuar sozinho no mercado da renda variável.

Além disso, tende a trazer ganhos elevados e fornece diversificação. Por outro lado, é importante atentar aos riscos das operações.

2. Fundos cambiais

São fundos que investem 80% ou mais em ativos relacionados a moedas estrangeiras, especialmente dólar. O restante é aplicado na renda fixa. No entanto, não há operações de compra de moedas.

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Esse tipo de fundo de investimento pode ser interessante para aqueles que desejam expor seu capital ao mercado internacional e ao dólar. Inclusive, quando temos um capital considerável, essa é uma boa alternativa para se proteger do risco fiscal do Brasil sem precisar investir diretamente no exterior.

3. Fundos imobiliários

São formados por ativos do mercado imobiliário. Por isso, auxiliam na negociação, na construção e na renda de imóveis comerciais e residenciais.

Vale a pena observar que todos os fundos imobiliários têm foco no longo prazo e tendem a ser diversificados. Sua grande vantagem, por sua vez, é que esses ativos costumam gerar renda mensal para o investidor, sendo uma boa opção para quem já quer usufruir de renda passiva.

4. Ações

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Consistem em uma forma de investir em companhias de capital aberto. Você adquire partes do capital social e se torna sócio da empresa.

Há grande oscilação. No entanto, você pode comprar ações de empresas consolidadas no mercado. Dessa forma, há menos riscos e você tende a receber dividendos de forma periódica.

Ainda existem os Brazilian Depositary Receipts (BDRs). Eles são certificados que representam ações emitidas por empresas estrangeiras. Portanto, são uma forma mais fácil de aplicar seu dinheiro no exterior. 

5. Criptomoedas

As moedas digitais já chamam a atenção dos investidores. Por isso, vale a pena saber onde investir 100.000 reais ou parte disso nessa modalidade. Afinal, essa é uma tendência.

Existem três principais maneiras de investir em criptomoedas: via Exchange Traded Funds (ETFs), fundos ou comprando as moedas em si.

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Os ETFs de criptomoedas são fundos de índice cujas cotas são negociadas na bolsa de valores. A vantagem é a regularização da operação e a segurança. Além disso, o mínimo inicial fica em aproximadamente R$ 50.

Já os fundos de criptomoedas têm recursos de diferentes investidores. A aplicação inicial começa em R$ 100.

Por mim, o investimento em moedas deve ser feito em uma corretora especializada, como Mercado Bitcoin ou Binance. O valor mínimo pode depender da política de cada empresa.

Em qualquer um desses casos, o ideal é aplicar uma porcentagem mínima do seu capital em criptomoedas. O recomendado é cerca de 5%.

Quanto rende 100 mil reais na poupança?

Você viu que, entre as opções de investimentos, a poupança não foi citada. Apesar de ser uma aplicação financeira, ela traz um retorno baixo. Por isso, é importante analisar outras modalidades.

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De toda forma, vale a pena saber quanto rende 100 mil reais na poupança por mês. Para chegar a esse resultado, usamos a calculadora de rendimento do iDinheiro.

Nesse caso, colocamos R$ 100 mil como valor inicial e R$ 0 como aplicação mensal. O rendimento da poupança estava em 3,68% ao ano e definimos um período de 12 meses.

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Nesse caso, o total ganho em juros é de R$ 3.680. Com isso, você terá um montante total de R$ 103.680 ao final de 1 ano.

Dividindo o total de juros recebidos por 12, temos um valor mensal de R$ 306,66. Aqui, vale a pena fazer uma observação: esses resultados dependem da taxa Selic. Em outras palavras, se a Selic mudar, o rendimento da poupança também tende a se alterar. Por isso, vale a pena usar a calculadora de poupança do iDinheiro para saber quanto você receberá no período que deseja analisar.

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Quanto rende 100 mil reais no Tesouro Direto?

Essa aplicação é válida para quem deseja evitar a perda de dinheiro ao máximo. Por isso, é importante saber quanto você vai ganhar ao saber como investir 100 mil reais.

Para isso, usamos a calculadora do Tesouro Direto. Simulamos um investimento com esse montante, com aplicações mensais mínimas e prazo do vencimento.

Essa calculadora somente funciona designando os aportes mensais. Por isso, listamos apenas R$ 30 por mês. No entanto, você não tem essa obrigatoriedade.

Veja os resultados de cada modalidade com essas condições:

  • Tesouro Prefixado 2024:  valor líquido resgatado de R$ 125.138,68;
  • Tesouro Selic 2024: valor líquido resgatado de R$ 119.081,21;
  • Tesouro IPCA+ 2026: valor líquido resgatado de R$ 140.424,61.

Perceba que, por terem datas diferentes, o Tesouro IPCA+ trouxe um retorno maior. Aliás, é importante saber que existem outros prazos de vencimento. Por isso, para saber quanto você efetivamente ganhará, você deve fazer simulações na calculadora, ok? Assim, será possível ter mais certeza do resultado.

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O que considerar antes de investir?

Todo mundo quer saber qual o melhor investimento para 100 mil reais. A verdade é que não existe resposta certa! Isso porque cada pessoa tem uma realidade diferente. Por isso, a decisão é sempre individual.

Ainda assim, existem alguns fatores que ajudam a definir o que fazer com 100 mil reais e onde investir. A seguir, listamos os principais.

Perfil de investidor

Existem três principais aspectos a considerar aqui:

  • tolerância ao risco: representa qual é a sua disposição a ter prejuízos. Por mais que esse nunca seja o objetivo, pode acontecer. Se você nem imagina isso acontecendo, é mais indicado optar por aplicações conservadoras. Se consegue suportar essa ideia, porque seu foco é o rendimento, os investimentos arrojados são boas opções;
  • nível de conhecimento: quanto mais você sabe, mais pode investir em aplicações arrojadas. Se souber pouco, vale a pena optar pelas conservadoras, que trazem menos risco;
  • disposição para aprender: se você tem o objetivo de aprender mais sobre o mercado financeiro, os investimentos arrojados serão o foco. Caso queira obter algum rendimento sem ter preocupações, é melhor optar pelas aplicações conservadoras e fundos de investimento.

Objetivos

Nesse caso, o importante é avaliar o que você pretende conquistar ao saber como juntar 100 mil reais em 1 ano ou mais. Aqui, é importante classificar os objetivos nos seguintes prazos:

  • curto: são aqueles conquistados no prazo de até 1 ano. Por exemplo, fazer um curso ou uma viagem internacional;
  • médio: são realizados no período entre 1 e 5 anos. É o caso da compra de um carro;
  • longo: inclui os objetivos conquistados em mais de 5 anos. Por exemplo, aquisição de um imóvel ou o planejamento para a aposentadoria.

Além de observar esses períodos, avalie a sua idade. Se você tem até 30 anos, há tempo para acumular patrimônio. Nesse caso, pode fazer aplicações mais arrojadas.

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Quem supera essa idade, deve analisar a situação com mais cuidado. Por isso, considere optar por investimentos conservadores, pelo menos em parte.

Aportes

Por fim, veja o que fará todos os meses. Será possível fazer aportes mensais? Qual será o valor mínimo deles?

Responder a essas perguntas ajuda a traçar uma estratégia mais estruturada. Por exemplo, se você já tem uma reserva de emergência, pode investir 100 mil reais em investimentos arrojados e fazer aportes mensais em aplicações conservadoras.

Esses são apenas exemplos. O importante é considerar a sua realidade. Por isso, uma dica é seguir o resultado do teste de suitability. Ele é aplicado pela corretora de valores sempre que você cadastra seu perfil. Dessa forma, é possível ter uma ideia do que deve fazer e priorizar.

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Outras possibilidades sobre o que fazer com 100 mil reais

Se você já sabe onde investir cem mil reais, mas quer ver outros destinos para o dinheiro, existem outras possibilidades. Novamente, elas dependem do que você quer e da sua realidade.

Confira quais são as possibilidades.

Pagar dívidas

Se você tem algum nível de endividamento, primeiro se desfaça desses compromissos financeiros. Em julho de 2021, 71,4% dos brasileiros tinham alguma dívida, em dia ou atrasada.

Ao usar esse dinheiro para quitar esses débitos, você evita pagar juros e tem mais poder de negociação. Além disso, diminui o comprometimento da renda e pode aumentar os aportes mensais.

Começar um negócio do zero

Abrir uma empresa é outra possibilidade. Com 100 mil reais, você pode fazer bastante coisa, a depender do segmento que deseja entrar.

Para aumentar suas chances de sucesso, avalie a tendência do setor, como está o mercado, se há aceitação dos consumidores, em quanto tempo você deve ter o retorno esperado, etc. Tudo isso pode ser avaliado em uma pesquisa de mercado e em um plano de negócios. Esses dois documentos permitirão guiar suas decisões de investimento.

A vantagem é poder ter um alto retorno, capaz de ficar muito acima dos investimentos citados. Por outro lado, o risco também é mais elevado.

Abrir uma franquia

Essa é outra possibilidade. Nesse caso, você começa um negócio, mas ele já está estruturado. O benefício é que você utiliza um modelo pronto e aceito pelos consumidores.

Isso faz com que as vendas sejam mais fáceis. Você também pode deixar de se preocupar tanto com concorrência, marketing e outras variáveis.

Por outro lado, tem menos liberdade para agir e tomar decisões. A vantagem é o risco significativamente menor. Tanto é, que as franquias têm 8 vezes menos chance de falir.

Bônus: dá para viver de renda com 100 mil reais?

Esse é um montante significativo e pode aumentar muito se você souber como investir 100 mil reais. No entanto, normalmente, não é o suficiente para você poder viver de renda.

É claro que tudo depende do seu custo de vida. Se você gasta pouco, tem um estilo mais frugal, evita despesas desnecessárias, etc., pode conseguir manter suas contas.

No entanto, é inviável para a maioria das pessoas. Para entender isso, basta considerar o retorno factível de 0,6% ao mês, disponível em alguns fundos imobiliários, por exemplo. Nesse caso, o rendimento mensal seria de R$ 600. Ainda é pouco, muito abaixo do salário mínimo.

Por isso, vale a pena aumentar seu conhecimento. Dessa forma, você sabe onde investir 100 mil reais e ainda tem a chance de aumentar esse retorno. Por isso, se a sua ideia é viver de renda, não desista! Mas saiba que, com 100 mil reais, ainda pode ser difícil.

De todo modo, utilize o que ganha para aportes mensais. Assim, você alcança seu objetivo.

Conclusão

Se você estava se perguntando “onde investir meu dinheiro?”, agora já entendeu as opções de onde investir 100 mil reais e sabe que não existe resposta certa. O foco sempre é a diversificação e as variáveis citadas.

O que você encontra são vários bons investimentos para esse montante. Isso traz a possibilidade de aumentar seus ganhos e diminuir os riscos.

Portanto, basta seguir as dicas que apresentamos para você aumentar suas chances de sucesso. Assim, você saberá onde investir 100 mil reais e continuará tendo disciplina para alcançar seus objetivos financeiros.

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