O Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu na última terça-feira, 8, uma data para a audiência de conciliação para a fim da greve dos Correios.

A Paralisação de funcionários já dura 24 dias e é motivada por “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia.

Continua após a publicidade:

O fim da greve pode ocorrer a qualquer momento, já que grevistas estavam no aguardo de resposta da Justiça sobre a reunião de conciliação, marcada para a próxima sexta-feira, 11, às 15 horas.

Porém, também pode ocorrer de os trabalhadores escolherem esperar a decisão da Corte para o fim da greve. 

Continua após a publicidade

Entenda os entraves da negociação, com informações da Exame.

Primeiramente, porque funcionários decretaram greve?

Em agosto foi revogado o Acordo Coletivo entre federação e direção dos Correios. Com isso, “foram retiradas 70 cláusulas”, segundo comunicado publicado no site da federação.

Segundo eles, foram tirados direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias e auxílio creche.

Ainda conforme comunicado, funcionários perderam acesso à indenização de morte, auxílio creche, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras.

Os funcionários reclamam do “tratamento negligente da empresa” em relação aos cuidados obrigatórios em função da pandemia. E, além disso, são contra a privatização da estatal.

Continua após a publicidade

As lideranças sindicalistas propõem 79 propostas de renovação de cláusulas vigentes vindas dos sindicatos, das quais os Correios aceitam apenas nove.

Em que pé está o fim da greve dos Correios?

Os sindicalistas e o Ministério Público do Trabalho pediram que o TST analisasse o caso após revogação do atual acordo coletivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As lideranças grevistas contabilizam que 70% dos trabalhadores dos Correios no país aderiram à paralisação, que não tem data para acabar. Os Correios, porém, contradizem afirmando que 83% dos funcionários estão trabalhando normalmente e que o sistema de distribuição não foi afetado.

Segundo os sindicatos, as vendas de e-commerce aumentaram os lucros da empresa durante a pandemia, o que não justifica redução de benefícios dos funcionários. Trabalhadores pedem reajuste de 5% no salário.

Continua após a publicidade

O TST deverá traçar o desfecho da greve dos Correios. Caso não haja acordo, é o órgão que determinará qual será o dissídio da categoria. 

A ministra Kátia Arruda, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos, está analisando o processo. Na semana passada, ela determinou a manutenção de 70% das atividades dos Correios e proibiu descontos nos salários dos grevistas, por entender que eles exercem seu direito.

Sobre possível privatização

Um dos protestos dos grevistas é em relação à privatização dos Correios que, para eles, pode trazer salários ainda mais baixos para os funcionários. 

Ao mesmo tempo, o governo prometeu enviar “nas próximas semanas” o projeto de lei que regulamenta a prestação privada dos serviços postais, um dos entraves para que a empresa seja desestatizada. 

Junto com Eletrobras e PPSA, os Correios estão entre as prioridades do programa de privatização do governo federal. 

Quer continuar acompanhando as novidades sobre a greve dos Correios? Então, assine a newsletter do iDinheiro. 

Publicidade