Novas funcionalidades do PIX são anunciadas e BC explica gratuidade

Isabella Proença
Isabella Proença
INTERFACE DO APP DO PIX REPRESENTANDO novas funcionalidades do pix
Representantes do Banco Central falaram sobre novas funcionalidades do PIX e revelaram que ideia é manter a gratuidade para pessoas físicas.

Na manhã da última terça-feira, 24, o chefe e o chefe-adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central (BC), Breno Lobo e Carlos Eduardo Brandt, respectivamente, falaram sobre as novas funcionalidades do PIX.

Em declarações dadas no evento “Money Week”, eles também garantiram que o novo sistema de pagamentos continuará gratuito para pessoas físicas.

Continua após a publicidade

“Não existe a menor intenção do BC em tarifar futuramente, certamente vai permanecer como está”, destacou Brandt.

A probabilidade de cobranças eventuais do PIX é uma dúvida comum. Entretanto, desde a divulgação do novo sistema, o Banco Central sempre fez questão de deixar clara a gratuidade para pessoas físicas, ao mesmo tempo em que alerta que, futuramente, pessoas jurídicas serão tarifadas.

Continua após a publicidade

De início, estabelecimentos comerciais e empresas podem usar o sistema de forma gratuita. Porém, a partir do ano que vem, haverá cobrança de taxas.

“As pessoas jurídicas são sujeitas à tarifação em alguns casos quando enviam um PIX, em outros casos quando recebem um PIX. Nós esperamos e vamos acompanhar com muita proximidade a dinâmica de formação de preços junto às empresas, porque um dos objetivos do BC é a redução de custos com operações de pagamentos”, afirma chefe-adjunto.

Possibilidades do Governo tributar o PIX

Apesar de elucidar as questões sobre a gratuidade de uso do novo meio de pagamento instantâneo, Brandt falou também da possibilidade do Governo criar tributos para transações feitas por meio do PIX.

No entanto, deixou claro que essa decisão, caso ocorra, não terá nenhum tipo de relação com o sistema em si, e sim com políticas econômicas do Governo. Sendo assim, o Governo e não o sistema realizaria a cobrança.

Continua após a publicidade

“Eventualmente, se for definido que esse tributo será cobrado, que haverá taxação de transações eletrônicas, na TED, no DOC, nos cartões, no PIX, isso deverá ser realizado e teremos que implementar. Mas de maneira nenhuma este novo instrumento de pagamento foi desenvolvido pelo BC para viabilizar esse tipo de cobrança”, esclarece.

Novas funcionalidades do PIX

No debate, Carlos Eduardo Brandt e Breno Lobo também falaram sobre as novas funcionalidades que o PIX pretende oferecer no futuro.

“A primeira é o Saque PIX, que vai permitir ao usuário retirar dinheiro físico no comércio, junto com sua compra. É uma conveniência para o consumidor e é interessante para o estabelecimento comercial, porque reduz o custo com gestão e segurança do numerário”, explica Brandt.

Segundo ele, recurso é positivo por permitir que o estabelecimento acumule menos dinheiro físico, o que o deixa menos suscetível a assaltos.

Continua após a publicidade

As autoridades do BC também citaram o QR Code Offline, que vai permitir que uma pessoa inicie um pagamento mesmo sem estar conectada à internet.

Outra funcionalidade é o PIX Garantido, uma associação do PIX Agendado com a garantia de recebimento, mesmo que o pagador não tenha o dinheiro em conta ou cancele a operação.

Breno Lobo e Carlos Eduardo Brandt, também falaram sobre outras funções que estão no radar do BC para o PIX. Algumas delas são pagamento por aproximação com uso de tecnologias como NFC ou bluetooth, débito automático e requisição de pagamento.

“Vamos começar a estudar o desenvolvimento dessas funcionalidade no início de 2021, para colocá-las em prática nos meses seguintes”, disse Breno Lobo.

Continua após a publicidade

Vale a pena ressaltar que ainda não há uma data definida e nem mesmo um prazo estabelecido para que essa funções entrem de fato no sistema.

Sobre o PIX

O PIX está em funcionamento desde o dia 16 de novembro, após passar por testes durante quase 15 dias.

Até o momento, o novo meio de pagamento instantâneo já cadastrou aproximadamente 84 milhões de chaves. Foram 34,4 milhões de usuários pessoas físicas e 2,1 milhões de pessoas jurídicas.

Ademais, já foram movimentados mais de R$ 10 bilhões.

Esta matéria foi útil? Então, assine a newsletter do iDinheiro e se mantenha informado sobre tudo o que importa para o seu dinheiro.

Continua após a Publicidade

Comunidade iDinheiro
Pergunte à comunidade ➔
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo iDinheiro

Newsletter iDinheiro: receba novidades sobre o que importa para o seu dinheiro.

    Suas informações não serão compartilhadas com terceiros e também não enviaremos promoções ou ofertas.