XP lança cartão de crédito com promessa de juros menores que o mercado

O cartão de crédito da XP estará disponível inicialmente apenas para clientes com investimentos acima de R$ 50 mil. Intenção é que juros sejam 50% menores.

Isabella Proença
Isabella Proença

Após muita discussão entre gerentes e agentes autônomos, a XP anunciou na última quarta-feira, 10, um novo cartão de crédito com promessa de juros 50% menores do que a média praticada pelo mercado.

Segundo a empresa, o cartão de crédito XP Visa Infinite será isento de anuidade.

O presidente da organização, Guilherme Benchimol, declarou que o foco principal do negócio permanece sendo investimentos, porém, a intenção é ampliar o ecossistema.

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“É uma forma de transformar o sistema financeiro e obrigar os bancos a ter taxas mais razoáveis”, disse Benchimol. 

Cartão de crédito da XP

Em média, o cartão tem juros de 5,9% ao mês no rotativo e de 3,9% no parcelado.

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“Não queremos ganhar no rotativo do cartão. Taxas de 12%, 13% ou 14% ao mês cobradas pelos bancos não são sustentáveis. Queremos que, se o cliente tiver de tomar dinheiro emprestado, pague taxa próxima a 2%, que eu ainda acho alta”, explicou o presidente.

O produto será promovido nas redes sociais e, no mínimo, 35 mil clientes e funcionários já contam com o cartão.

Apesar de inicialmente o produto só estar disponível para quem possui investimento mínimo de R$ 50 mil com a empresa, o objetivo é que ele chegue a todos os clientes, que hoje são mais de 3 milhões. 

Benefícios

Para substituir o acúmulo de pontos para milhagem com direito a troca por produtos e passagens, será empregado o modelo de cashback, em que uma parte do dinheiro gasto será devolvido para investimento.

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Em relação a compras efetuadas pela internet com parceiros da empresa, o cliente terá restituição de 1% do valor gasto no cartão e de 2% a 10% nas lojas que compõem o marketplace da companhia.

Essa restituição poderá ir para fundos disponibilizados pela XP, como um de renda fixa que oferece 100% do CDI. Mas, se preferir, o cliente poderá sacar e fazer a aplicação em outro produto.

O presidente da empresa afirma que o sistema de milhagem não é eficiente, uma vez que o câmbio pode ter impacto negativo.

“Na prática, o cliente acaba trocando os pontos por eletrodomésticos que nem usa, como batedeiras. Já o cashback seria uma forma de permitir que o dono do cartão gaste como preferir”, afirmou.

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De acordo com Benchimol, com a oferta do cartão e da conta digital, que chegará em breve, o objetivo é que o cliente passe a centralizar investimentos, despesas e pagamentos de compras na empresa.

“Isso poderia elevar os ativos da XP de R$ 700 bilhões para R$ 1,4 trilhão, sem a entrada de novos clientes”, concluiu.

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