Vendas de imóveis cresceram 20,5% e lançamentos atingiram nível pré-crise

Segundo a Abrainc, as vendas de imóveis cresceram 20,5% em outubro e os lançamentos atingiram o nível pré-pandemia. Entenda.

Isabella Proença
Isabella Proença

A pandemia impactou a economia brasileira de forma geral. Porém, o setor de construção civil parece ter sido menos afetado pelos efeitos da crise. De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), as vendas de imóveis cresceram 20,5% em 12 meses (encerrados em outubro).

Já os lançamentos, que estavam paralisados, também retomaram o crescimento e se encontram no nível pré-crise.

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“Temos visto um consumidor resiliente na hora buscar oportunidades para adquirir a casa própria, principalmente a população de baixa renda em busca do primeiro imóvel. Isso tem puxado o desempenho do setor de incorporação, que tem investido em lançamentos de novos empreendimentos”, explica o presidente da Abrainc, Luiz Antonio França.

Em outubro, houve um aumento de 67,9% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2019, sendo a maior variação percentual desde 2014.

O salto nos lançamentos de novos empreendimentos foi de 85,5% no mesmo mês.

Vendas de imóveis cresceram devido aos programas habitacionais

O crescimento das vendas está sendo puxado pelo segmento de baixa renda. A cada 10 imóveis lançados nos últimos 12 meses, 8 pertenciam ao Minha Casa Minha Vida (MCMV), rebatizado como Casa Verde e Amarela pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Esse segmento teve aumento de 86,5% nas vendas em outubro de 2020. O número de lançamentos mais do que dobrou no mesmo período, em comparação a outubro de 2019.

Já imóveis de médio e alto padrão têm queda acumulada nas vendas desde o começo da pandemia.

As vendas de unidades de médio padrão aumentaram 3,1% e as de alto padrão cresceram 10% entre agosto e outubro 2020.

Isso, no entanto, não bastou para reverter a queda de 5,6% nas vendas registrada nos 12 meses encerrados em outubro.

Então, com as vendas estagnadas, as construtoras e incorporadoras adiaram lançamentos. Dessa forma, a queda alcançou 31,4% nos 12 meses encerrados em outubro, segundo a Abrainc.

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