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Copom eleva a taxa Selic para 13,25% ao ano

Avanço da Selic é o décimo primeiro consecutivo. Especialistas comentam as expectativas da taxa para as próximas reuniões.

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Rafaela Souza Jornalismo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu pela décima primeira alta seguida na Selic nesta quarta-feira, 15. A taxa básica de juros da economia subiu 0,5 p.p., chegando a 13,25% ao ano.

Diante disso, a Selic chegou ao seu maior patamar desde dezembro de 2016, quando estava em 13,75% ao ano. Segundo a nota divulgada pelo Banco Central, o objetivo do aumento na taxa é tentar conter a escalada da inflação.

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Como aponta Bruna Centeno, economista e especialista em Renda Fixa da Blue3, o aumento já era esperado pelo mercado. Na verdade, a surpresa veio na sinalização do BC de que há uma expectativa de projeção em alta da taxa. Dessa forma, na próxima reunião, prevista para agosto, espera-se um aumento no mesmo patamar, de 0,5 p.p, ou de menor magnitude, ou seja, de 0,25 p.p.

Como a alta da taxa Selic te afeta?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve como base para a definição de outras taxas, como as usadas para empréstimos e financiamentos.

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O seu cálculo é feito com base em inúmeros fatores econômicos na reunião do Copom que acontece a cada 45 dias para fixar um valor para a taxa. Este número é denominado de Selic Meta ou Meta Selic e pode aumentar, diminuir ou se manter estável. 

Dessa forma, o aumento de 0,5 p.p da taxa impacta a vida do consumidor de diferentes formas, como:

  • Aumento de taxas bancárias;
  • Aumento nas taxas de juros de empréstimos, financiamentos e cartão de crédito;
  • Investimentos em renda fixa, como o Tesouro Direto, passam a render mais com a alta da Selic.

Especialistas comentam a alta da Selic

A economista Bruna ressalta que a decisão do BC está ligada a diferentes fatores: “Os principais motivos para esse aumento que levaram ao aumento foram o núcleo da inflação, a pressão global que também acaba influenciando o nosso aumento, e também o receio de como o governo está lidando com as nossas regras fiscais, o teto de gastos de responsabilidade fiscal“, explica.

Além disso, a especialista aponta que a postura do FED também influenciou na decisão do BC: “Isso porque se aumenta o juros nos Estados Unidos, há também um aumento na nossa taxa, até para não haver uma depreciação da nossa moeda”.

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O FED (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos, subiu os juros do país para faixa de 1,5% a 1,75%, também nesta quarta-feira (15).

Gustavo Bertotti, economista chefe da Messem Investimentos, também aponta que a alta na reunião de junho não deve ser a última dos próximos meses. Para ele, apesar do recuo na inflação medida pelo IPCA, que ficou em 0,47% em maio, o Copom deve fazer um novo aumento residual na próxima reunião, prevista para agosto:

“A expectativa de um fim da política contracionista mudou muito nos últimos 30 dias. Apesar da inflação ter dados sinais de recuo, conforme o último IPCA, os índices ainda são elevados. Também há uma preocupação com a situação fiscal e com o cenário externio conturbado, com a guerra na Ucrânia e uma inflação global muito forte, com os bancos centrais pressionados”, afirma.

Já o CEO da Philos Invest, Rafael Marques, destaca que a grande dúvida do mercado atualmente é se a alta na Selic vai ser suficiente para diminuir os impactos da disparada da inflação:

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“A grande dúvida que fica para frente é se nós vamos ter a manutenção da taxa nesse patamar durante um bom tempo pra frear os números de inflação. Espera-se que a inflação, agora no segundo semestre, tenha uma queda na janela de 12 meses, ou seja, ajudando a inflação a caminhar para um patamar um pouco mais baixo do que ela tinha fechado ano passado”, diz.

O especialista também afirma que o BC deve continuar monitorando os indicadores de mercado e que deve haver um novo aumento para conter os números da inflação, caso seja necessário.

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