Taxa de juros do crédito rotativo subiu em agosto; valor é de 336,1%

O rotativo é a linha de crédito pré-aprovada no cartão e inclui também saques feitos na função crédito do meio de pagamento. Em agosto, a taxa de juros foi para 336,1%, subindo pelo terceiro mês consecutivo.

Júlia Ennes
Júlia Ennes

A taxa de juros do crédito rotativo subiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 331,5% ao ano em julho para 336,1% em agosto. No cheque especial, a taxa de juros cobrada foi de 124,9%, diante de 124% em julho. Os números são do material Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. 

Com a alta da Selic, que está em 6,25% ao ano, a tendência é que as taxas tanto do crédito rotativo, quanto do cheque especial continuem subindo nos próximos meses. Saiba mais a seguir sobre o aumento das taxas de juros.

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O que é crédito rotativo?

O rotativo é a linha de crédito pré-aprovada no cartão, incluindo também saques feitos na função crédito do meio de pagamento. Nada mais é do que um tipo de “empréstimo” oferecido aos clientes que não conseguem pagar o valor total da fatura dentro da data de vencimento. Após realizar o pagamento mínimo da fatura, o valor restante é empurrado para o mês seguinte com a adição do juros rotativo estipulado pelo banco. 

Para usar o crédito rotativo, não é necessário fazer uma solicitação. A maioria dos cartões de crédito já oferecem o serviço e ele é automaticamente acionado quando o valor total da fatura não é quitado. Mas atenção: os juros do rotativo estão entre os mais caros do mercado.

Juros médio mais alto

Famílias e empresas pagaram taxas de juros mais altas em agosto deste ano, de acordo com a Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgada pelo Banco Central (BC). A taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito variou de 20,4% em julho para 21,1% em agosto. Em 12 meses, houve alta de 2,5 pontos percentuais.

No caso das pessoas jurídicas, a taxa cobrada saiu de 13,6% para 14,4%. Já para as pessoas físicas, a taxa ficou em 25,3%, vinda de 24,7%. Nos recursos livres, a taxa média variou de 28,9% em julho para 29,9% em agosto.

Inadimplência estável

A taxa de inadimplência (que considera os atrasos acima de 90 dias) se manteve estável pelo quarto mês consecutivo, em 2,3%. Essa estabilidade foi observada tanto nas operações de crédito com recursos livres (3,0%), como no crédito com recursos direcionados (1,4%).

Entre as empresas, a taxa média também ficou estável, em 1,5%, assim como entre as operações com pessoas físicas, em 2,9%. No caso do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para definir as taxas de juros cobradas dos clientes, a inadimplência ficou estável em 3%. Já no crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo e é destinado principalmente aos setores rural, habitacional, de infraestrutura e ao microcrédito, a inadimplência ficou em 1,4%.

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