Entenda como fica a aposentadoria em 2021 com o novo salário mínimo

Após o anúncio da proposta do novo salário mínimo, a aposentadoria em 2021 para beneficiários do INSS pode sofrer um reajuste de 4,10% na maioria dos casos.

Karina Carneiro
Karina Carneiro

A nova proposta de salário mínimo para 2021, de reajuste para R$ 1.088, afetará o valor pago na aposentadoria, já que 70% dos beneficiários da Previdência recebem um salário. 

Se a proposta enviada no último dia 15 se confirmar, os beneficiários do INSS que recebem um salário mínimo deverão ter um reajuste de 4,10% em 2021. 

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Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.045, um valor definido por meio de análises de caixa e de acordo com a inflação do país. Para os aposentados que recebem apenas um salário, o reajuste da aposentadoria segue o mesmo padrão.

Porém, pode haver diferença entre os valores para pessoas que recebem a aposentadoria acima do salário mínimo.

Aposentadoria em 2021 para quem recebe acima do salário mínimo

Para os aposentados que ganham mais do que o salário mínimo, as regras da aposentadoria mudam.

Segundo o especialista em direito previdenciário, Rodolfo Ramer, o reajuste nesse caso tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). 

No acumulado deste ano, por exemplo, o INPC está em alta com 3,93%, próximo aos 4,10% estimados pelo governo.

Reajuste pode não ser real

Segundo a projeção divulgada pelo Boletim Focus nesta segunda-feira, 28, a inflação do IPCA de 2020 deve ficar entre 4,39%.

Então, o reajuste de 4,10% projetado pelo governo e pelo INSS para o salário mínimo já chegaria defasado na mão do consumidor final. 

Isso significa que o ganho real com o aumento ainda ficaria abaixo da inflação. Ou seja, os beneficiários continuarão perdendo o poder de compra durante todo o ano de 2021. 

“Esse tipo de reajuste vem sendo desde 2019. Nos governos anteriores, eles tinham o aumento real, isso fazia com que o salário mínimo subisse muito. Esse aumento era positivo para os aposentados, mas negativo na economia do sistema do Brasil, pois criava um déficit para que a Previdência pagasse para grande parcela dos aposentados”, afirmou Ramer ao Valor Investe.

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