Apesar de crise hídrica, não há risco de racionamento de energia em 2021 no Brasil, diz Ministério de Energia

Mesmo com os níveis baixos nos reservatórios, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, o Brasil não deve enfrentar racionamento de energia em 2021

Cindy Damasceno

Apesar dos indicadores sobre consumo e produção de energia elétrica este ano, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil não deve precisar de racionamento de energia em 2021. O depoimento é do secretário de Energia Elétrica do MME, Christiano Vieira da Silva, em entrevista ao programa A Voz do Brasil. As informações são da Agência Brasil.

Assista o depoimento a seguir:

Silva aponta a bacia do Rio Paraná e seus afluentes, como o Tietê e o Paranaíba, com a mais atingida pela seca — maior dos últimos 91 anos. “Na região sudeste e centro-oeste nós temos 70% da capacidade de armazenamento do país. O nível de armazenamento dessa região se encontra em 26%. É um armazenamento baixo porque essa escassez hídrica está atingido a bacia do Rio Paraná. Esses conjuntos de rio representam 50% do armazenamento do país”, conta o secretário.

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Esgotamento de energia pode atingir o país em novembro de 2021, prevê ONS

Em nota técnica divulgada na semana passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta para os níveis de armazenamento dos reservatórios no Sul e no Nordeste do país. De acordo com a leitura do Operador, em novembro, os níveis de capacidade das bacias devem chegar ao limite próximo ao fim do ano.

O documento apresenta dois cenários para crise hídrica. No primeiro, as termelétricas poderiam ser acionadas para suprir a necessidade energia do país. No segundo, além da participação da produção térmica, seria necessário importar energia de países vizinhos.

Apesar da situação sensível, diz o ONS, não há previsão de racionamento de energia. “Em ambos os casos não há risco de desabastecimento elétrico, mesmo diante das piores sequências hidrológicas de todo o histórico de vazões dos últimos 91 anos.”, finaliza.

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