Inicia primeira reunião do Copom em 2021 para definir a Selic

A primeira reunião do Copom deve manter a Selic em 2% ao ano e retirar o forward guidance. Entenda o que isso significa para você.

Fabiola Thibes
Fabíola Thibes

A primeira reunião do Copom em 2021 começa nesta terça-feira, 19. O Comitê de Política Monetária realiza encontros a cada 45 dias para definir os rumos da política monetária brasileira, inclusive a taxa básica de juros, a Selic.

Para esta reunião, a perspectiva é de manutenção do índice em 2% ao ano. O anúncio da alíquota final só ocorrerá na próxima quarta-feira, 20, ao final do dia.

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Apesar disso, a tendência de manutenção é a aposta do mercado. A projeção é confirmada pelo boletim Focus. Atualmente, a Selic está em seu menor patamar histórico.

Importância da reunião do Copom

Todas as reuniões do Copom ocorrem durante dois dias. No primeiro, são realizadas apresentações técnicas para mostrar a evolução da economia brasileira e mundial.

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Também é indicado como está o comportamento do mercado financeiro. No dia seguinte, são discutidas as possibilidades para a política monetária e é definida a taxa Selic.

A indicador básico da economia brasileira é relevante para controlar a inflação no Brasil. Por meio dela, é possível garantir que o IPCA se mantenha dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em 2021, o centro da meta está em 3,75%. Com a tolerância de 1,5 ponto percentual, a inflação está prevista para ficar entre 2,25% e 5,25%.

Por enquanto, o mercado projeta o IPCA fechando o ano em 3,43%. Para 2022, a meta já sobe para 3,5%, sendo que deve ser considerada o mesmo intervalo de tolerância.

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Para que serve a Selic?

A Selic é utilizada como referência para todos os demais juros da economia. Ela embasa as negociações de alguns títulos do mercado financeiro, como o do Tesouro Selic.

A reunião do Copom é promovida pelo Banco Central. A entidade atua todos os dias nas operações do mercado aberto para garantir que a taxa básica de juros se mantenha conforme definido.

Para isso, o Banco Central compra e vende títulos públicos federais. Quando há manutenção do índice, é um sinal de que o Copom entende ser suficiente para chegar à meta inflacionária.

Caso haja redução da Selic, o objetivo é facilitar o acesso ao crédito para estimular o consumo e a produção. Por sua vez, se houver o aumento da taxa, o intuito é conter a demanda por meio do encarecimento do empréstimo.

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Expectativas para a reunião do Copom

Além de manter a taxa Selic em 2% ao ano, os especialistas acreditam que o Copom vai retirar o chamado forward guidance de sua comunicação. Essa é uma ferramenta direcionadora da economia utilizada por Bancos Centrais de todo o mundo.

Esse instrumento é usado para evitar surpresas na economia. Assim, o forward guidance é informado no comunicado emitido após a reunião do Copom para que os investidores e até os consumidores possam se adequar ao novo cenário.

O que isso implica, na prática? A retirada desse mecanismo é o aumento da flexibilidade do Copom para realizar ações futuras. Com isso, pode haver aumento na taxa de juros.

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