Preço do gás encanado vai subir até 40% em São Paulo

O preço do gás encanado vai subir até 40% a partir da próxima semana em São Paulo, após repasse do aumento de 39% promovido pela Petrobras.

Cristina Boscolo
Cristina Boscolo

O preço do gás encanado vai subir até 40% a partir da próxima segunda-feira, 31, em São Paulo. Isso deverá ocorrer devido ao repasse do aumento de 39% promovido pela Petrobras no início do mês e pressionará os índices de inflação do Brasil.

De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), foi feito um acordo com as concessionárias Comgás e Naturgy para segurar parte desse repasse e evitar altas de cerca de 34% na região metropolitana de São Paulo e 80% nas áreas cobertas pela Naturgy. Mesmo assim, o reajuste é questionado pela indústria consumidora.

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Veja quais serão os maiores reajustes no preço do gás encanado

Os maiores reajustes no preço do gás encanado serão feitos na área de concessão da Naturgy, que terá os preços elevados em 39,9% para consumidores de GNV (gás natural veicular) e de 39% a 39,7% para a indústria, a depender da faixa de consumo. Além disso, clientes residenciais terão alta de 30% a 33,3%, enquanto os comerciais de 14,9% a 15,3%.

Segundo a Arsesp, neste caso, o repasse da Petrobras culminaria em um reajuste de cerca de 13%, porém o contrato também prevê correção de margens pelo IGP-M – que tem sofrido influência da desvalorização cambial.

Já nas áreas cobertas pela Comgás, na região metropolitana, o reajuste para clientes comerciais irá variar entre 9,7% e 10,2%; os industriais, de 8,4% a 9,7%; e os residenciais de 9,5% a 9,8%. O GNV subirá 8,1% na mesma região.

Em nota, a Arsesp informou que recebeu um pedido da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo para avaliar possíveis cenários e medidas para reduzir o impacto do preço do gás encanado no bolso dos consumidores. “Com a anuência da concessionária e, de acordo com o contrato de concessão, os usuários de gás encanado terão suas tarifas reajustadas com menor valor a partir do dia 31 de maio de 2021”, afirmou.

Reajuste da Petrobras foi anunciado em abril

O reajuste da Petrobras foi anunciado em abril e teve como justificativa a recuperação das cotações internacionais do petróleo e a desvalorização cambial – que teria afetado o valor do combustível e também o custo de transporte nos gasodutos. O repasse aos consumidores, entretanto, depende da legislação de cada estado brasileiro.

A política de preços adotada pela Petrobras para o gás natural acompanha a cotação do petróleo inglesa Brent, além da taxa de câmbio.

Agora, a empresa está propondo um novo contrato às distribuidoras, indexado pela cotação do gás nos Estados Unidos, defendendo que este seja um modelo mais previsível.

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