Plano de saúde individual pode ficar até 8,19% mais barato, define ANS

Devido a redução no uso de serviços médicos em 2020, plano de saúde individual pode ficar até 8,19% mais barato. Confira todos os detalhes.

Isabella Proença
Isabella Proença

Nesta quinta-feira, 8, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu, pela primeira vez na história, que o plano de saúde individual ficará até 8,19% mais barato. A decisão se deve ao recuo dos usuários no uso de serviços médicos, como exames e cirurgias, em 2020. No entanto, contratos coletivos não terão redução nas mensalidades.

A previsão da agência é de que o valor de 8,1 milhões de contratos sejam reduzidos até 1º de maio de 2022. Em 2021, os contratos sofreram um reajuste de 8,14%. Confira todos os detalhes acerca da definição da ANS abaixo.

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Plano de saúde individual mais barato

“Foi uma medida justa visto que houve redução de atendimento em 2020. Nosso objetivo é promover a defesa do interesse público”, afirmou o diretor-presidente da ANS, Rogério Scarabel Barbosa.

Segundo o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Paulo Rebello, a decisão se deve à queda de 82% para 74% no uso dos serviços médicos pelos usuários em 2020, como exames e cirurgias. A agência informou, em reunião virtual aberta, que somente as consultas médicas, por exemplo, registraram um recuo de 25% nas ocorrências no ano passado, em comparação com 2019.

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De acordo com a ANS, a queda da sinistralidade ocorreu devido ao isolamento social imposto pela crise sanitária. 

Rebello também destacou que, embora tenha tido um aumento de gastos com internações e procedimentos realizados devido ao COVID-19, os planos diminuíram seus gastos com atendimentos ambulatoriais e consultas.

Reajuste suspenso em 2020

No final de 2020, a ANS determinou que os planos de saúde deveriam reajustar os valores do ano passado de forma diluída em 12 meses, a partir de janeiro deste ano.

O órgão havia determinado, em agosto de 2020, a suspensão das correções de valores pagos pelos beneficiários por 4 meses em função da pandemia. Na época, a diretoria Colegiada da ANS determinou que as mensalidades até poderiam ser reajustadas, porém as operadoras deveriam discriminar a cobrança de forma detalhada nos boletos.

Entretanto, a agência afirmou também nesta quinta-feira, 8, que em 2020 ainda não havia contabilizado a queda de custos e a recomposição do ano passado.

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