Confira 5 dicas para pagar menos no IRPF sem cair na malha fina

Uma dica para pagar menos no IRPF é utilizar despesas tributáveis para diminuir imposto ou aumentar a restituição. Confira.

Heloisa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos

O calendário de declaração de imposto de renda de 2021 ainda não está disponível. Mas já há quem se preocupe em pagar menos no IRPF ou mesmo em conseguir uma restituição maior.

Segundo a Receita Federal, o cálculo para o valor de imposto a ser pago ou restituição recebida leva em conta dois fatores: rendimentos e despesas tributáveis. Para que a conta seja positiva para o contribuinte, é importante que os rendimentos não sejam muito maiores do que as despesas.

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Algumas pessoas, contudo, na tentativa de pagar menos, cometem erros que podem levar a declaração à malha fina. O planejamento com antecedência e a realização de testes antes de enviar o documento ao fisco possibilitam checar pendências e encontrar qual a opção mais vantajosa para declarar.

Confira algumas dicas para que a declaração se torne mais vantajosa.

Dicas para pagar menos no IRPF 

1. Se planeje com antecedência

Quem quer ter menos imposto a pagar deve começar a se planejar ainda no ano anterior ao da declaração. Isso porque o documento leva em em conta despesas e rendimentos do ano passado e as ações tomadas agora podem ter efeito apenas no ano que vem.

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Uma das dicas para diminuir o valor do imposto é investir em planos de previdência do tipo PGBL. Essa opção, mais indicada para quem faz a declaração completa, dá direito a uma redução de 12% da renda tributável. Quem quiser aproveitar esse benefício deve se programar agora para o ano que vem. 

Agora é um bom momento para organizar recibos de despesas que podem entrar na declaração. Ter em mãos os recibos de despesas médicas e de educação pode garantir uma economia no imposto a ser pago ou na restituição, já que esses gastos podem ser deduzidos.

“É interessante pegar essas dicas para já se preparar para o ano que vem, tem que sempre se preparar com um ano de antecedência”, indica a planejadora de finanças e professora da FGV Myrian Lund.

2. Simule antes de enviar

Existem dois modos de declaração: completa e simplificada. A melhor escolha entre as duas opções depende do quanto o contribuinte ganhou e gastou no ano anterior.

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Segundo o diretor executivo da Confip Contabilidade, Richard Domingos, o próprio programa — que já está disponível para download — mostra qual a opção mais vantajosa à medida que o contribuinte preenche as informações.

A opção simplificada implica um desconto padrão, então se torna mais vantajosa para quem não tem gastos comprovados com educação e saúde, que poderiam reduzir o valor do imposto. Quem tem dependentes e gastos dedutíveis, porém, pode ganhar maior restituição ou reduzir o imposto ao escolher a opção completa.

3. Cuidado com dependentes

Cada dependente que é incluído na declaração de imposto de renda dá um desconto de R$ 2.275,08. É possível incluir filhos, netos, cônjuge, companheira (o), pais, avós e sogros, havendo condições como idade, limite de renda e comprovação judicial da dependência.

Porém, nem sempre esse desconto compensa. 

“Quando o dependente tem rendimento tributável maior que as despesas, colocar o dependente é certeza aumentar o imposto a pagar ou diminuir a restituição a receber”, afirma Richard Domingos.

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Para filhos que recebem pensão alimentícia, por exemplo, geralmente compensa mais fazer uma declaração separada do que colocá-lo como dependente.

Isso porque os rendimentos do dependente entram na conta do contribuinte, podendo fazer subir a alíquota.

Todos os ganhos do dependente devem estar na declaração se ele for incluído, inclusive bolsa de estágio, por exemplo. Caso contrário, há risco de a declaração cair na malha fina. 

Uma opção para saber se é vantajoso ou não incluir é realizar uma simulação no programa, declarando individualmente e com dependentes. O próprio programa diz o imposto a ser pago ou restituído antes de enviar a declaração, o que ajuda a perceber qual situação trará maiores ganhos.

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4. Declaração em conjunto pode não ser a melhor opção para pagar menos no IRPF

A Receita dá a opção que casais façam a declaração de IRPF em conjunto. Mas, nem sempre essa é a melhor opção.

Quando a declaração é feita em conjunto, deve-se somar os ganhos tributáveis de ambos os cônjuges. Então, caso o valor se torne muito alto, a alíquota será maior, aumentando o imposto cobrado.

“Se você é um casal, é importante fazer a declaração juntos e separados para ver qual é a melhor situação para pagar menos”, destaca Myrian.

Segundo ela, normalmente vale mais a pena declarar de forma conjunta quando um dos contribuintes tem pouca ou nenhuma renda ou quando há muitas despesas tributáveis.

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5. Declare apenas despesas que tenham comprovação

Uma das principais formas de economizar no imposto de renda é colocando despesas tributáveis, que diminuem o valor cobrado ou aumentam a restituição.

É possível declarar até R$ 3.561,50 em despesas em educação feitas pelo contribuinte ou por um dependente. Além disso, despesas com saúde têm desconto integral.

Porém, é importante ter os comprovantes de todos os gastos para que a declaração não caia na malha fina. Caso a Receita questione uma despesa e não haja comprovante, o contribuinte pode ter de pagar multa de até 75% do valor devido.

Por fim, o indicado é guardar os recibos por até 5 anos para eventuais comprovações. 

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