Monetização de dados é descartada por fundador do Telegram

Telegram se manifestou a respeito de uma possível monetização de dados. Polêmica começou após atualização das políticas do WhatsApp.

Karina Carneiro
Karina Carneiro

Diante das novas mudanças de política de informações divulgadas pelo WhatsApp, o Telegram, aplicativo rival, se manifestou a respeito da monetização de dados

Segundo o fundador do aplicativo concorrente, Pavel Durov, para o site americano Mint, o Telegram “jamais vai monetizar os dados privados dos usuários” com o objetivo de criar anúncios personalizados. 

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O posicionamento é bastante parecido ao mantido pela Signal, nova empresa de mensagens que vem aumentando de popularidade no mundo. Somente entre os dias 6 e 10 de janeiro, o aplicativo foi o mais baixado tanto na App Store como no Google Play.

Sobre a monetização de dados

A monetização de dados vem sendo vista com maus olhos por usuários e empresas concorrentes do WhatsApp.

Segundo Durov, a empresa jamais forçará que os usuários vejam anúncios caso não tenham interesse no conteúdo. 

“Nunca vamos forçá-lo a ver anúncios de 30 segundos no Telegram. Se um dia colocarmos anúncios, eles serão mostrados da mesma forma para todos, e não baseados em dados privados (ao contrário do Facebook)”, afirmou. “Então, nada de coletar dados privados, nada de fazer um perfil do usuário”, enfatizou. 

Após Elon Musk se manifestar a respeito do Signal, o fundador do Telegram também falou que as novas ferramentas apontadas pela empresa concorrente já se encontram dentro do mensageiro há algum tempo. Um exemplo são os chats secretos. 

Entenda a polêmica com o WhatsApp

Desde o dia 8 de janeiro, a política do WhatsApp foi atualizada, desagradando usuários ao redor do mundo.

Segundo o novo comunicado da empresa, alguns dados do usuário como o número do telefone, modelo de aparelho utilizado, dados de transações e endereço de IP serão compartilhados com o Facebook de forma obrigatória.

Inclusive, até dados compartilhados no status do WhatsApp podem ser usados pela maior rede social do mundo, bem como com outras marcas do conglomerado. 

Em nota à revista Exame, o WhatsApp afirmou que “esta atualização não muda as práticas de compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook, e não impacta como as pessoas se comunicam de forma privada com seus amigos e familiares em qualquer lugar do mundo”.

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