Juros devem subir pela primeira vez em quase 6 anos, avalia mercado

Juros devem subir por conta do risco de descontrole das expectativas de inflação e do aumento do gasto público. Saiba mais.

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Lilian Calmon

Os juros devem subir pela primeira vez em quase 6 anos, segundo economistas do mercado financeiro. No entanto, eles discordam da intensidade desse ajuste na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima quarta-feira, 17.

A última alta da Selic foi em 29 de julho de 2015, quando o Copom subiu os juros de 13,75% para 14,25%. A queda começou em 19 de outubro de 2016, quando baixou para 14%.

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Para ter uma ideia, das 13 instituições com projeções coletadas pela agência Bloomberg até a última quinta-feira, 11, 10 projetam elevação de 2% para 2,50% ao ano. Entre elas estão Bradesco, Santander e Fundação Getulio Vargas. Três esperam um aumento um pouco menor, para 2,25% ao ano.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Juros devem subir por conta do risco de descontrole das expectativas de inflação e do aumento do gasto público

Os juros devem subir por conta do risco de descontrole das expectativas de inflação e do aumento do gasto público.

“O quadro se deteriorou muito rapidamente. A gente teve mais depreciação do câmbio, reajuste de combustíveis, uma demonstração mais clara ainda de que o apetite para o ajuste fiscal é inexistente e sinais de uma linha muito populista [em decisões governamentais], como no episódio da Petrobras”, disse ao veículo o ex-diretor do Banco Central (BC) e chefe do centro de estudos monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), José Júlio Senna.

Para o economista, o BC não pode deixar a inflação sair do controle devido ao baixo nível de atividade e das restrições econômicas provocadas pela pandemia. Ele destacou ainda a diferença atual entre a taxa básica e os juros de longo prazo, que tem sido prejudicial ao funcionamento da economia.

A meta de inflação é de 3,50% para 2021 e 3,50% para 2022, com margem de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. As expectativas do mercado são de 3,98% para este ano e 3,50% para o próximo ano. A taxa básica está em 2% ao ano desde agosto do ano passado.

Para ler a matéria da Folha de S. Paulo completa, clique aqui.

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