Após três deflações seguidas, inflação medida pelo IPCA tem alta de 0,59% em outubro

Com o resultado de outubro, inflação acumulada no ano chega a 4,70%. Especialistas comentam as expectativas sobre o índice nos próximos meses.

Escrito por Rafaela Souza

Por que confiar no iDinheiro?

Responsabilidade editorial: Nosso editores são especialistas nas áreas e isentos nas avaliações e informações. Nosso objetivo é democratizar e simplificar o acesso a produtos e serviços financeiros sem viés. Conheça nosso código editorial.

Como ganhamos dinheiro?

Podemos ser comissionados pela divulgação e cliques nos parceiros. Isso também pode influenciar como alguns produtos aparecem na página, sempre com a devida identificação. Entenda como o site ganha dinheiro.

Política de Cookies: Nosso site utiliza cookies para estatísticas gerais do site e rastreamento de comissões de forma anônima. Nenhum dado pessoal é coletado sem seu consentimento. Conheça nossa política de privacidade.


inflação brasileira, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acelerou para 0,59% em outubro. O índice, que é considerado a inflação oficial do país, voltou a registrar alta após três deflações (inflação negativa) consecutivas:

  • Julho: deflação de 0,68%.
  • Agosto: deflação de 0,36%.
  • Setembro: deflação de 0,29%.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (10), a inflação acumulada no ano chegou a 4,7%. Já nos últimos doze meses, ficou em 6,47%.

Saiba mais sobre o IPCA de outubro

IPCA é definido pelo IBGE a partir de uma pesquisa de preços que observa a quantidade de produtos e serviços que registraram alta de preços em determinado mês.

O índice leva em consideração itens dos seguintes grupos: alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação.

Em outubro, oito dos nove grupos de produtos e serviços analisados apresentaram alta de preços. Veja como ficou a inflação para cada um dos grupos pesquisados pelo Instituto:

  • Alimentação e bebidas: 0,72%
  • Artigos de residência: 0,39%
  • Comunicação: -0,48%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Educação: 0,18%
  • Habitação: 0,34%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
  • Transportes: 0,58%
  • Vestuário: 1,22%

IPCA – Histórico da inflação oficial mês a mês

Grupo de Alimentação e bebidas foi o destaque de outubro

De acordo com os dados do IBGE, a maior influência do IPCA em outubro veio do grupo Alimentação e bebidas, que teve alta de 0,72%. O resultado foi puxado, principalmente, pela alimentação no domicílio (0,80%).

Nesse sentido, os destaques foram batata-inglesa (23,36%) e tomate (17,63%), que contribuíram conjuntamente com 0,07 p.p. no índice do mês. O IBGE também destacou que houve aumentos na cebola (9,31%) e nas frutas (3,56%).

Já em relação a queda de preços no mesmo grupo, o destaque ficou com o leite longa vida (-6,32%), que já havia recuado 13,71% em setembro, e o óleo de soja (-2,85%), em sua quinta queda consecutiva.

Outros dois grupos que também influenciaram o índice em outubro foram Saúde e cuidados pessoais, com variação positiva de 1,16%, e Transportes, com variação de 0,58%.

No caso de Saúde e cuidados pessoais, o impacto da alta de preços veio, principalmente, dos reajustes de planos de saúde autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98 (planos antigos), além da alta de preços em produtos de higiene pessoal, como perfumes e artigos de maquiagem.

icon

Combustíveis são destaque no grupo de Transportes

No caso do grupo de Transportes, a alta de 0,58% em outubro é reflexo dos preços dos combustíveis e também das passagens aéreas. Segundo o IBGE, o recuo dos combustíveis foi menos intenso que no mês de outubro: Gasolina, óleo diesel e gás veicular seguiram em queda, já o etanol registrou alta de 1,34%. Além disso, houve aumento expressivo nos preços das passagens aéreas (27,38%), maior contribuição individual no IPCA de outubro (0,16 p.p.).

Expectativas para o índice na reta final do ano

Segundo Marco Caruso, economista-chefe, e Eduardo Vilarim, economista do Original, a expectativa é de que os preços continuem em alta, principalmente no grupo de Alimentação e de Transportes, que foram destaque em outubro:

“Esperamos uma tendência de pressões inflacionárias vindas de alimentação, principalmente no domicílio com altas em hortaliças e legumes, e transportes. Nos transportes, os preços da gasolina praticados nas bombas, e apurados pela ANP, subiram pela quarta semana seguida (último preço medido em R$ 4,98) e devem impactar os resultados de novembro. Assim, nossas análises preliminares sugerem um IPCA cheio de 0,47% em novembro e 0,73% em dezembro, fechando o ano de 2022 em 6,0%“, afirmaram.

O próximo IPCA, referente ao mês de novembro, deve ser divulgado pelo IBGE no dia 09 de dezembro.

Quer continuar acompanhando as principais notícias que afetam o seu bolso? Então, não deixe de assinar a newsletter do iDinheiro e ativar as notificações push. Se inscreva, também, no nosso canal do Telegram para receber todas as novidades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Participe das comunidades do iDinheiro no Whatsapp