Apesar de perder força em abril, prévia da inflação do aluguel vai a 31,57% no acumulado em 12 meses

A inflação em abril calculada pelo IGP-M perdeu força e ficou em 1,17%. Apesar disso, o acumulado em doze meses registrou alta de 31,57%.

Cristina Boscolo
Cristina Boscolo

A inflação em abril calculada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) perdeu força na primeira prévia do mês e ficou em 1,17%, de acordo com informações divulgadas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta segunda-feira, 19. O indicador registrou menos da metade da taxa registrada em março, que era de 2,98%.

Apesar disso, a “inflação do aluguel”, como é chamada a taxa, registrou alta de 31,57% no acumulado dos últimos 12 meses – ficando acima dos 31,15% do mês anterior. Esse indicador é utilizado para calcular o reajuste da maioria dos contratos residenciais de aluguel em todo o Brasil.

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Saiba quais itens exerceram as maiores influências nos indicadores

Dentro dos grupos que compõem o IGP-M, a maior desaceleração foi proveniente dos preços ao produtor (IPA), que teve taxa reduzida de 3,72% para 1,28% influenciada pelos recuos nos preços de suínos, minério de ferro e farelo de soja.

Já entre os bens finais, o destaque ficou para a categoria de combustíveis para o consumo, que teve um recuo de 1,20% após uma alta de 16,30% no mês anterior.

Em nota, o coordenador dos Índices de Preços do Ibre/FGV, André Braz, ressaltou que sem novas pressões cambiais e maior estabilidade dos preços de commodities em dólar, o índice ao produtor registrou discreta variação entre as matérias-primas brutas (0,16%). “Este comportamento favorece a desaceleração das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva, fazendo recuar as variações de bens intermediários (5,04% para 2,89%) e bens finais (2,05% para 0,97%)”, afirmou.

As taxas registradas pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) também perderam força, passando de 0,89% para 0,65%, assim como o INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), que passou de 1,31% para 1,30%.

Maiores influências de alta da inflação em abril

Veja quais foram as maiores influências de alta na prévia da inflação em abril:

IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo)

Bovinos: 2,47%

Cana-de-açúcar: 2,86%

Milho em grão: 6,60%

Óleo de soja em bruto: 10,78%

Óleo de soja refinado: 10,50%

IPC (Índice de Preços ao Consumidor)

Automóvel novo: 1,04%

Gás de bujão: 3,31%

Gasolina: 6,11%

Planos e seguros de saúde: 0,82%

Serviços bancários: 0,65%

Maiores influências de queda

Veja quais foram as maiores influências de queda na prévia da inflação no período:

IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo)

Açúcar VHP (very high polarization): -6,50%

Farelo de soja: -4,63%

Mandioca: -4,73%

Minério de ferro: -3,22%

Suínos: -14,28%

IPC (Índice de Preços ao Consumidor)

Banana-nanica: -7,96%

Batata-inglesa: -8,49%

Maçã: -9,71%

Passagens aéreas: -5,23%

Tomate: -7,18%

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