Inflação de novembro de 2020 é a maior para o mês desde 2015

A inflação de novembro deste ano teve alta de 0,89% na comparação com outubro. É o maior índice para o mês desde 2015, segundo o IPCA.

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

A inflação de novembro de 2020 teve alta de 0,89% na comparação com outubro, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na última terça-feira 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim como nos meses anteriores, a alta foi puxada pelos alimentos e pelos combustíveis. É o maior índice para o mês desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%. Trata-se também da maior alta mensal desde dezembro de 2019, quando chegou a 1,15% em virtude da disparada das carnes.

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No acumulado de 2020, ainda de acordo com o IBGE, a inflação está em 3,13% e, em 12 meses, em 4,31%.

O mercado está projetando que a inflação de 2020 fique acima da meta do governo, de 4%. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, o índice estimado saltou de 3,54% para 4,21%.

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Apesar disso, a meta tem tolerância de 1,5% para mais ou para menos; ou seja, pode ficar entre 2,5% e 5,5%. Ela é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Ademais, o índice dos 12 meses está, também, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores, quando foi de 3,92%.

Por fim, o resultado é superior ao teto estimado por consultorias e instituições financeiras.

Alta dos alimentos na inflação de novembro

Os alimentos da cesta básica mais uma vez tiveram alta significativa e contribuíram para a inflação de novembro.

Produtos como o óleo de soja (9,24%) e o arroz (6,28%), por exemplo, seguem em alta. Assim como algumas verduras, que dispararam: o caso da batata-inglesa (29,65%) e do tomate (18,45%).

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As carnes também subiram (6,54%), bem como as bebidas: a água mineral sofreu alta de 1,05% e cerveja de 1,33%. Por outro lado, o leite longa vida caiu 3,47%.

Essas altas ainda seguem sendo provocadas, principalmente, pelo auxílio emergencial e pela desvalorização do real.

“Há o aumento da demanda, sustentada pelos auxílios concedidos pelo governo. Por outro lado, a restrição de ofertas no mercado doméstico em um contexto de câmbio mais alto [desvalorização do real], que estimula as exportações”, afirmou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, segundo a Agência Brasil.

Além disso, os combustíveis registraram alta de 2,44%. Destaque para a gasolina (1,64%) e para o etanol (9,23%).

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Em virtude dessas altas, os gastos com alimentação e bebidas subiram 2,54% e os com transporte, 1,33%.

A alta nos preços atingiu as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE. O aumento mais significativo foi registrado em Goiânia (1,41%), enquanto o menor foi em Brasília (0,35%).

Alta dos alimentos no acumulado do ano

O grupo de alimentos e bebidas acumula alta de 12,14% em 2020 – é o índice mais alto desde 2002. Nos últimos 12 meses, o aumento é de 15,94%.

Veja a lista dos produtos que mais pesaram o bolso do brasileiro em 2020:

  • Óleo de soja: 94,1%
  • Tomate: 76,51%
  • Arroz: 69,5%
  • Batata-inglesa: 55,9%
  • Batata-doce: 46,57%
  • Carnes: 13,9%

Inflação de 2020 mês a mês

  • Janeiro: 0,21%
  • Fevereiro: 0,25%
  • Março: 0,07%
  • Abril: -0,31%
  • Maio: -0,38%
  • Junho: 0,26%
  • Julho: 0,36%
  • Agosto: 0,24%
  • Setembro: 0,64%
  • Outubro: 0,86%
  • Novembro: 0,89%

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