Inflação ao consumidor nos EUA sobe 7% em dezembro na base anual, maior alta desde 1982; saiba o que isso significa

Inflação ao consumidor do EUA subiu 7% na base anual, como já previsto por analistas. Essa é a maior alta em 40 anos.

Júlia Ennes
Júlia Ennes

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,5% em dezembro, na comparação com novembro. Já na comparação anual, a inflação ao consumidor subiu 7,0% em dezembro, segundo dados divulgados, nesta quarta-feira (12), pelo Departamento do Comércio. Essa é a maior alta no país desde 1982.

O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve avanço de 0,6%, diante da expectativa de aumento de 0,5%. Nesta manhã, os mercados operavam com cautela à espera da divulgação dos dados de inflação nos EUA, pois o aumento já era esperado por analistas.

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Maior inflação ao consumidor dos EUA em 40 anos

Segundo o CFA e CEO da escola de educação financeira Nousi Finance, Andrey Nousi, os resultados da CPI dos EUA foram positivos, pois já era o esperado. “Os dados do CPI divulgados foram bons. Muita gente estava apreensiva que o número oficial fosse maior do que o esperado. Saiu em linha. Somente isso já é uma boa notícia, pois indica que a inflação está precificada no mercado”, avalia.

Ontem, o presidente do Banco Central americano, Jerome Powell já havia reassegurado que o Federal Reserve (FED) teria ferramentas amplas para ter um ciclo tranquilo de aumentos de juros. Diante dos resultados divulgados hoje, Nousi avalia que a preocupação do investidores ficará mais no crescimento da economia, lucros corporativos e produtividade do trabalhador estadunidense. “Todos esse fatores apontam para um crescimento saudável. A lucratividade das empresas americanas irá apontar se as empresas reduzirão seu prognóstico de crescimento por conta da inflação”, analisa.

Para o Brasil, segundo Nousi, o efeito também pode ser positivo. “O simples fato de ser fato positivo para a bolsa americana, ameniza o humor do investidor global, que consequentemente é positivo para a bolsa brasileiro e dólar versus real”, afirma.

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